Araguaia: Nosso pequeno Vietnã

Na edição de maio da revista História Viva, inteiramente dedicada aos “anos de chumbo” da ditadura militar no Brasil, os grandes eventos do regime militar (1964-1985) serão discutidos e narrados por historiadores, escritores e jornalistas. Neste número da revista, da qual sou colaborador com certa regularidade, estarei publicando um longo artigo sobre a guerrilha do Araguaia, “o mais longo enfrentamento entre a esquerda armada e a ditadura”.

O movimento guerrilheiro, organizado pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil) na região do Bico do Papagaio, ao longo do rio Araguaia, começou em 1966 e durou dez anos. Teve como ato final o cerco e a execução de integrantes do Comitê Central da organização comunista em 1976, no bairro da Lapa, em São Paulo. O combate á guerrilha foi, provavelmente, a maior mobilização militar brasileira desde a Segunda Guerra Mundial. Três expedições, totalizando entre 10 e 15 mil homens, foram enviadas à região de mata cerrada e grandes rios.

Os documentos oficiais sobre a guerrilha são considerados ultrassecretos até hoje, o que deixa muitas perguntas sem resposta. É uma história de violência, tortura, assassinatos e desaparecidos. Entre as forças armadas ocorreram muitas baixas, em combates na mata fechada. O número total de mortos pode ter chegado a 92.

A edição de maio de História Viva (Dueto Editora, do grupo Ediouro) traz alguma luz sobre episódios ainda desconhecidos da resistência contra a ditadura militar. Vale a pena conferir.

 

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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2 respostas para Araguaia: Nosso pequeno Vietnã

  1. Ronaldo Pinheiro disse:

    Conhecer nossa história é extremamente importante para entendermos o presente e o que possa vir a ser nosso futuro, se for possivel compartilhar esse material, gostaria muito de recebelo.

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    • carlos amorim disse:

      Ronaldo,
      obrigado por acompanhar o site.
      Conhecer a história é fundamental para mudar os destinos de um país tão cheio de contrastes como o nosso.
      Esse meu novo trabalho eestá na fase inicial e só devo conluir o livro no final de 2013. Para vc ter uma boa idéia do que aconteceu no Araguaia, sugiro a leitura de “Operação Araguaia”, da Geração Editorial.
      abs
      Camorim

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