Cacciola está livre: a pena de prisão foi “extinta”

Salvatore Cacciola, banqueiro acusado de golpes bilionários contra o sistema financeiro, condenado em 2005 a 13 anos de cadeia por peculato, gestão fraudulenta de instituição financeira e formação de quadrilha, está livre. A juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, da Vara de Execuções Penai do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu indulto ao ítalo-brasileiro. Desde 2010 ele já estava em regime semi-aberto. A bem da verdade, na história do judiciário brasileiro, Cacciola foi um dos poucos de seu gênero a entrar em cana. Pela lei: tem mais de 60 anos, cumpriu um terço da pena com bom comportamento, e não oferece perigo sociedade.

Vamos olhar o caso um pouco mais de perto:

Salvatore Cacciola foi preso no ano 2000, após um escândalo financeiro que abalou a opinião pública. Certa vez, ao deixar a sede do banco que comandava, na Avenida Rio Branco, centro do Rio, foi reconhecido por populares e quase agredido. As imagens saíram nos telejornais. A prisão durou pouco, porque um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello, à época Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que poderia responder ao processo em liberdade. No mesmo dia, o banqueiro fugiu do país, de carro, viajando até chegar ao Paraguai. Dalí foi para a Argentina, onde embarcou num voo para Roma. Como tinha cidadania italiana, ficou intocável, num “doce exílio”, como definiu um de seus advogados. Pedidos de extradição do governo brasileiro foram recusados.

Em setembro de 2007, Cacciola resolveu passar um fim de semana com a namorada em Mônaco. No aeroporto, onde havia um mandado de prisão contra ele emitido pela Interpol, foi detido. Foi extraditado para o Brasil em julho de 2008, passando a cumprir pena no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio. Lá ficou durante mais de três anos, atrás das grades. Agora está completamente livre. De qualquer modo, viu o sol nascer quadrado, coisa muito rara no Brasil.

Na foto acima, da Folha de S. Paulo, o banquieo, de camisa branca, deixa a prisão.

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Uma resposta para Cacciola está livre: a pena de prisão foi “extinta”

  1. Cássio disse:

    Bem, em termos de Brasil, até que foi grande coisa um crimonoso rico como ele ficar três anos atrás das grades. É importante ressaltar a importância da opnião pública para a ocorrência de tal condenação, mostrando que se a população quiser pode fazer algo acontecer mesmo em um país famoso pela impunidade e pelo desrespeito aos seus cidadãos como é o Brasil.

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