Celulares, tablets e videogames na cadeia

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A Folha de hoje (5 ago) brinda seus leitores com manchete de primeira página informando que a apreensão de telefones celulares nas cadeias de São Paulo aumentou 27%. Parece uma boa notícia. Mas não é. Significa que aumentou muito a corrupção no sistema penal. Em 2008, segundo o jornal, foram apreendidos 10.446 celulares nos presídios paulistas. Em 2012 – pasmem – o número subiu para 13.248, numa média de 36 apreensões por dia. É quase inacreditável!
O diário paulista ainda informa ao leitor assustado que o governo vai comprar um sistema de bloqueio de ligações para tentar impedir a comunicação dos presos. Deve custar uma fortuna, quando o lógico seria combater a corrupção entre os guardas penitenciários. Só há uma maneira de os celulares entrarem na cadeia: com boa vontade dos guardas. Um preso ligado ao tráfico de drogas paga cerca de 4 mil reais por aparelho. Paga para quem?
Além de celulares, também foram apreendidos videogames e tablets. E agora vamos torrar o dinheiro do contribuinte para instalar bloqueadores, quando era mais fácil “desinstalar” alguns guardas. Nos últimos sete anos, apenas 58 funcionários foram afastados.

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