Morre o gênio militar que derrotou japoneses, franceses e americanos no Vietnã

O general em foto da Wikpedia

O general em foto da Wikpedia

O general vietnamita Vo Nguyen Giap, considerado um dos maiores estrategistas militares de todos os tempos, morreu na quinta-feira passada (3 out) aos 102 anos de idade. Utilizando táticas de guerrilha, Giap lutou contra a ocupação japonesa no Vietnã, durante a Segunda Guerra Mundial, destruiu o exército colonial francês (1954) e arrasou com os americanos depois de onze anos de ferozes combates. As forças de Washington tiveram 350 mil baixas no Vietnã, entre as quais 57 mil mortos. Foi a maior derrota dos Estados Unidos em toda a história moderna. O cérebro por trás desse desastre foi justamente o general Giap, um homem de 1,60 de altura, que não pesava 50 quilos.
“Derrotamos os franceses porque eles eram arrogantes. Derrotaremos os americanos porque eles são muito mais arrogantes que os franceses”. A frase do general Giap ficou famosa durante a “Ofensiva do Tet”, em 1968, quando se iniciou a escalada militar que expulsaria os Estados Unidos, em 1972, e tomaria o poder em 1975. Giap foi o criador de uma teoria militar revolucionária que ficou conhecida como “Guerra Popular Prolongada”, descrita no livro “Guerra do Povo – Exército do Povo”. As teses do comandante comunista tiveram grande influência entre os movimentos armados de esquerda dos anos 1960/70, especialmente na África e América Latina.
Na guerra travada pelos americanos no Vietnã, 68% das baixas foram provocadas por armadilhas e emboscadas. “Eles aceitavam todas as nossas provocações”, comentou o general Giap. O chefe militar comandou um exército de camponeses pobres e determinados. “Uma ralé armada com botoques”, conforme a descrição de um alto funcionário do Pentágono à época da guerra. Esse americano esqueceu que era justamente assim que os ingleses chamavam o exército de George Washington, durante a grande Revolução Americana de 1776.

Giap, de pé, durante a guerra contra os franceses

Giap, de pé, durante a guerra contra os franceses

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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Uma resposta para Morre o gênio militar que derrotou japoneses, franceses e americanos no Vietnã

  1. Marco Justino disse:

    Gênio militar sem duvida …SÓ NÃO CONSEGUIU SE LIVRAR DO “COLONIALISMO SOVIÉTICO” com seu maldito regime comunista!!!!!!!!

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