Denúncia: passaportes brasileiros são usados para disfarçar terroristas da Al Qaeda.

passaporte bra

Combates entre forças governamentais do Iêmen, país do sudoeste da Península Arábica, e terroristas da Al Qaeda resultaram na morte de 27 pessoas e levantaram a suspeita de que passaportes brasileiros estão sendo utilizados pela organização. Uma base do grupo, criado por Osama Bin Laden, foi atacada nas proximidades da cidade de Azzan no dia 29 de abril. Houve violento confronto: 15 soldados e 12 jihadistas morreram. Com os terroristas foram encontrados passaportes brasileiros. Uma semana já se passou e o Itamaraty ainda não sabe informar se os documentos eram falsificados.
O nosso passaporte é muito visado por criminosos internacionais, especialmente pelas características físicas do brasileiro. Podemos ser louros de olhos azuis, negros ou mulatos, índios, asiáticos ou com traços árabes. Somos um país pacífico e nossos viajantes não despertam muitas suspeitas. Justamente por isso o nosso passaporte é tão cobiçado. No mercado negro, vale entre 10 e 15 mil dólares. Se tiver um visto americano, vale muito mais. A Polícia Federal sabe que alguns brasileiros vendem o passaporte no exterior e dão queixa de roubo às autoridades locais. Voltam para casa com um documento provisório, fornecido por embaixadas e consulados do Brasil, embolsando uma boa grana.
Esse truque já era conhecido dos nossos federais e do FBI. Mas encontrar passaportes brasileiros numa base da Al Qaeda é outra história. Nosso embaixador na Arábia Saudita, Flávio Marega, falou com diplomatas iemenitas e levantou a tese de que sejam documentos falsificados. Mas ainda não há informações oficiais.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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3 respostas para Denúncia: passaportes brasileiros são usados para disfarçar terroristas da Al Qaeda.

  1. Ilma Soares Vieira disse:

    Gratidão pelo texto! .A gente tem que se informar .é cada uma ! Agora entendi porque o passaporte brasileiro é tão cobiçado. Qualquer estranho vai ficar de olho no brasileiro que for viajar pra Europa a turismo. Os criminosos sabem que o . brasileiro chega na Europa com poucos euros. O brasileiro cai numa proposta tentadora dessa e vende.E se você não vender, alguém pode lhe furtar e você ficar sem o passaporte e sem dinheiro. Isso deve ter virado febre fervorosa.O novo passaporte agora tem código de barras. o terrorista árabe pode pintar e bordar na Europa , se passando por brasileiro. E o pior é se ele estiver com mais de 15 mil dólares e for furtado mais lá na frente. Aí vai ficar sem passaporte e sem dinheiro. Terrorista árabe se passando por brasileiro. eles se parecem com a gente mesmo.

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  2. Ilma Soares Vieira disse:

    Realmente, o povo sírio , libanês, árabe e países do Oriente médio se parecem muito com a gente.A gente luta com sacrifício pra fazer uma viagem feliz e corremos risco de tomar uma decepção.

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  3. Lima Soares Vieira disse:

    Agora entendi. O próprio brasileiro vende precisando de dinheiro.. Será q ue o pessoal e tão relaxado e descuidado assim para perder documento que dá trabalho de tirar? Tem qualquer coisa por trás disso! E o brasileiro que ganha? Ou e o mercado negro que ao vender o passaporte e que ganha mais de 15 mil euros?

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