Governo americano diz que vídeo da decapitação do jornalista Steven Sotloff é autêntico. Barak Obama muda o tom das ameaças e diz que vai destruir o “Califado do Levante”. Uma unidade de forças especiais partiu hoje para o Iraque.

Steven em visita ao Egito.

Steven em visita ao Egito.

                    A Casa Branca confirmou: o vídeo que mostra a execução do jornalista Steven Sotloff é verdadeiro, contendo cenas reais da decapitação. Segundo a imprensa americana, os extremistas do ISIS tinham pedido um resgate de 130 milhões de dólares pela vida dele. Não foram atendidos, porque o Tio Sam não negocia com terroristas. Na manhã desta quarta-feira (3 set), o presidente Barak Obama se pronunciou sobre o caso e prometeu aumentar a pressão militar sobre o “Califado do Levante”, um estado islâmico autoproclamado em terras sírias e iraquianas. Obama quer destruir a milícia radical. Autorizou o envio de uma unidade de 340 homens das forças especiais para o Iraque, a fim de proteger diplomatas e cidadão norte-americanos.

                    Ao que parece, a estratégia do ISIS é justamente atrair americanos e britânicos a uma nova intervenção na região. E parece que está dando certo. Cumprindo tardiamente uma promessa de campanha, após 11 anos da guerra iniciada por George W. Bush, Obama retirou 80 mil militares americanos do Iraque. Dificilmente a Casa Branca vai tentar outra invasão por terra, depois do fracasso da experiência anterior, que custou 3 trilhões de dólares aos cofres públicos. Mas podemos esperar o recrudescimento de ataques aéreos de grande porte.

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                    O jornalista Steven Sotloff, cruelmente executado pelo ISIS, era um amante da cultura árabe. Tinha longa experiência profissional no Oriente Médio. Estava na Síria para “contar histórias de um povo em busca de justiça”, como escreveu para amigos e familiares. Foi sequestrado por extremistas em agosto do ano passado. Os apelos dramáticos feitos pela mãe do jornalista, divulgados pela mídia mundial, não tiveram efeito sobre os terroristas do ISIS. Ela chegou a dizer:

“Por favor, liberem a minha criança”. .

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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5 respostas para Governo americano diz que vídeo da decapitação do jornalista Steven Sotloff é autêntico. Barak Obama muda o tom das ameaças e diz que vai destruir o “Califado do Levante”. Uma unidade de forças especiais partiu hoje para o Iraque.

  1. José Antonio Severo disse:

    O circo está se montando. Esta declaração de Obama às vésperas da reunião da OTAN em Gales pode sugerir que as potências ocidentais recebam um mandato das Nações Unidas para intervir policialmente no Levante. Isto é muito importante, pois o ISIS não configura um estado, mas sim uma super-quadrilha de malfeitores, do ponto de vista jurídico. Pode ser uma grande oportunidade para exterminar fisicamente os quadros do terrorismo internacional. Neste momento, no ISIS encontra-se a maior concentração de jihadistas que jamais se reuniu, com gente de todas as nacionalidades (haverá entre eles algum brasileiro nato?). Se matarem todos, restarão poucos ainda vivos, pois o ISIS recrutou todos seus seguidores e os levou para aquele front. Nem mesmo no Afeganistão, no auge da Al Qaeda, tamanho efetivo de fanáticos muçulmanos esteve em armas. A possibilidade é que os países ditos civilizados formem uma força multinacional nos moldes daquela que atuou nos 55 dias de Pequim, durante a revolta dos boxers, no ano 1900, como mostra o filme de Nicholas Ray. Falta ainda acrescentar à Otan tropas russas e japonesas para voltarmos aquele quadro. Seria uma força armada avassaladora, vingadora, pois nada mais “justo” do que fazer os covardes degoladores pagarem por seus pecados, dirá a opinião pública. Tal tropa, reunindo sob um mesmo comando numa operação conjunta tropas especiais das grandes potências produziria uma ação de dar inveja ao mais ousado roteirista de Hollywood. A tropa de mercenários de Stalone seria uma simples patrulha nesse contexto. Essa operação tem todos os ingredientes para restaurar a mística da guerra justa, em nome da civilização, atacando um grupo de estrangeiros que se apossou de um território e, sem participação de civis locais, passou a produzir todo o tipo de violência, como estupros, extermínios étnicos e religiosos, roubo, destruição generalizada. Quase um genocídio. Portanto: sem ameaça a civis inocentes, agindo como salvadores dos oprimidos, apoiados por todos os governos do mundo (inclusive dos países árabes sunitas que já estão apavorados com o que ocorre na fronteira sírio-iraquiana), seriam declarados a livre caça. As forças especiais teriam uma chance sem precedentes de mostrar sua força, comprovar suas doutrinas táticas e empregar em fogo real seus novos armamentos e instrumentos de combate. Acredito que, neste caso, os aliados poderiam oferecer combate na razão de 10 para um. Acho que seria um jogo com certo equilíbrio. Não sei o que podem comentar os especialistas, mas seria uma guerra para ninguém botar defeito.

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  2. Eduardo disse:

    “Contendo cenas reais da decapitação”.

    Bom… só se houver algum outro vídeo, porque esse divulgado anteontem é uma encenação muitíssimo mal feita.

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    • Carlos Amorim disse:

      Caro Eduardo.
      Obrigado pelo comentário.
      Me deixe ver se entendi: você acha que essas execuções são mera simulação?
      Aparentemente, os extremistas estão realmente matando esses reféns para forçar
      o Ocidente a uma nova intervenção militar na região. Os reféns teriam concordado com um “teatrinho”, só para ridicularizar o inimigo? Me esclareça. E continue participando.
      Um abraço,
      Camorim .

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  3. Eduardo disse:

    Em primeiro lugar, onde está a “decapitação” nesse vídeo? O que é um vídeo da decapitação que não mostra uma decapitação?

    Eu estou cada vez mais espantado com essa história. As pessoas acham que têm que acreditar, mesmo vendo coisas tão óbvias quanto isso: não há uma decapitação nesse vídeo. O que se vê são discursos, uma encenação, depois uma “cabeça” sobre um “corpo” no chão.

    Estranho como ninguém se lembra que os personagens principais nessa história são os mentirosos do 11 de setembro e das armas em destruição em massa. Esses vídeos são como a “morte” do Bin Laden, que também não produziu uma prova sequer.

    É para se pensar muito: por que as pessoas acreditam em gente que já mentiu tanto? Por que acreditam em algo cujas imagens desmentem? Por que a imprensa no mundo todo faz apenas reproduzir a versão oficial sem questionar coisas óbvias?

    Os “pais” do tal Foley sua atuação (a partir dos 2m34s):

    Não vou afirmar, mas nem sequer parecem ser os mesmos atores:

    Os “irmãos” e seu luto:

    É muito claro que nada aí tem a ver com luto ou dor.

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