Extremistas islâmicos ligados ao ISIS executam refém francês na Argélia. François Hollande diz que a França não aceita chantagem e participa dos ataques aéreos na Síria. Dilma condena bombardeios americanos.

O refém francês, ajoelhado diante dos carrascos.  Imagem dos sites jihadistas.

O refém francês, ajoelhado diante dos carrascos. Imagem dos sites jihadistas.

Um grupo islâmico radical argelino, conhecido como Jund al-Khilafah, aliado do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), executou nesta quarta-feira (24 set) um refém francês na província de Cabília, norte da Argélia. Hervé Pierre Gourdel, 55 anos, que trabalhava como guia de expedições às montanhas da região, havia sido sequestrado pelos terroristas no último domingo. A execução foi gravada em vídeo e postada em sites islâmicos. O governo francês, que tinha se recusado a pagar um resgate pela vida de Hervé, confirmou a decapitação do refém.

Na gravação, um porta-voz do Jund al-Khilafah (em árabe significa “Soldados do Califado”) mandou um recado para o presidente François Hollande: “esta é uma mensagem de sangue para os criminosos cruzados franceses, que atacam o povo muçulmano na Argélia, Síria e Iraque”. O exército argelino mobilizou 1.500 homens na província de Cabília, para tentar encontrar os terroristas, até agora sem resultado. O grupo radical islâmico prega uma “guerra santa” contra o Ocidente.

Hollande na Assembleia Geral da ONU.

Hollande na Assembleia Geral da ONU.

Na Assembleia Geral da ONU, realizada hoje, o presidente francês discursou apoiando a luta contra o ISIS e seus aliados, destacando que representam uma ameaça para todo o mundo. O Chefe de Estado afirmou que seu país vai continuar a participar dos bombardeios na Síria e no Iraque, ao lado dos Estados Unidos e das nações árabes que se juntaram à ofensiva.

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3 respostas para Extremistas islâmicos ligados ao ISIS executam refém francês na Argélia. François Hollande diz que a França não aceita chantagem e participa dos ataques aéreos na Síria. Dilma condena bombardeios americanos.

  1. Emerson Penha disse:

    Amorim, acrescente aí um destinatário de email, para constar entre seus leitores: franzduvi@gmail.com Abs e obrigado, EP

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  2. José Antonio Severo disse:

    A coalizão de países da região do Golfo Pérsico que estão se alinhando ao governo do Iraque para atracar as fortificações e comboios do chamado Estado Islâmico (EI) está dando a conformação da aliança política das monarquias arábicas que se compõem com Estados Unidos, França e Austrália para fustigar os extremistas que estão infernizando a vida das populações civis no Levante.
    A coalizão é integrada, além dos ocidentais, por aviadores da Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Qatar.
    As potências ocidentais estão pisando em ovos, procurando evitar que a emenda saia pior que o soneto: uma ação desastrada, como é comum ocorrer quando se metem naquela região, pode, em vez de aglutinar uma aliança, produzir uma onda de apoio aos jihadistas se for constatado que eles estariam sob pressão de exércitos de apóstatas, como dos xiitas de Bagdá, dos alauítas de Damasco e dos sufistas de Istambul. Sem falar dos “cruzados”, como apresentam os ocidentais. É significativo que os mais demonizados sejam os descendentes dos antigos francos que lideraram as Cruzadas e o Reino de Jerusalém, no Século XI, hoje chamados de “nojentos franceses”.
    Para dar uma demonstração inequívoca de que os descendentes do profeta Maomé que ocupam os tronos das monarquias do Oriente Médio estão efetivamente combatendo os fanáticos e consideram o IE uma heresia, a esquadrilha dos reis do golfo que voa ao lado dos F-18 norte-americanos e dos Rafale franceses, tinha entre os pilotos duas figuras emblemáticas: na esquadrilha da Arábia Saudita voava o príncipe Khaled bi Salmann, filho do príncipe Salman bin Abdulaziz, herdeiro do trono de Riad; no comando da esquadrilha dos Emirados estava nada menos que uma mulher, a major Marian Al Massour. Mandar uma mulher dar umas bordoadas num jihadista é a maior humilhação a que se lhes pode submeter. (Também aí uma dúvida: Marian, que vem de maria, não é nome muçulmano tradicional). Portanto, uma novidade e que vai pegar bem junto às feministas do ocidente.
    Para as operações terrestres, por enquanto, as potências ocidentais (EUA, França e Alemanha) estão armando os curdos, que também são sunitas. Ou seja: sunita combaterem sunitas é aceitável. O que não se pode ainda é mandar para o front as tropas xiitas do Exército de Bagdá. O governo central do Iraque tem de esperar observado de longe enquanto seus vizinhos sunitas soltam seus aviões sobre o EI. As bombas sunitas são aceitáveis; as xiitas são apóstatas.
    É por isto que Barak Obama diz que a guerra será longa. A única forma de resolver de forma satisfatória é deixar que a crise seja debelada pelos próprios sunitas. Qualquer interferência será desastrosa e servirá apenas para acelerar o recrutamento de jihadistas. O que pode ser feito no Exterior é evitar, sempre que possível, que nos fanáticos se desloquem para engrossar os contingentes do EI. Segundo informações, há 30 mil homens em armas, 15 mil estrangeiros, o que não significa que todos esses estejam indo do Ocidente. A maior parte é árabe de lá mesmo, naturais dos reinos da coalizão. De fora são jovens recrutados em madraças na Europa Ocidental, Estados Unidos, Canadá, Rússia (em ex-repúblicas da antiga União Soviética), Balcãs e Austrália. Também há gatos pingados de toda a parte onde haja muçulmanos xiitas, porém são lutadores individuais que chegam ali por conta própria. Os demais são sírios e iraquianos desertores dos exércitos nacionais dos dois países ou simplesmente rebeldes políticos.
    Essa posição moderada de Obama, sugerindo que a guerra civil se limite aos crentes sunitas, também limita o território da luta, embora não se possa descartar que outros extremistas provoquem atentados e confusão fora da região do conflito. Neste caso, a Rússia corre maior perigo que a Europa Ocidental, pois os fanáticos muçulmanos dalí são mais perigosos e numerosos do que os emigrantes árabes no Ocidente. Para o presidente Vladimir Putin, também é melhor que os jihadistas estejam combatendo Bashar Assad.
    Nos próximos dias essa questão terá contornos mais definidos. Por enquanto há apoio, aceitação ou simples expectativa dos demais países da ONU, com exceção de Argentina e Brasil, que, em discursos de suas presidentes, Cristina Kirshner e Dilma Rousseff, condenaram a repressão aos jihadistas do Estado Islâmico.

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