Pesquisa Vox Populi – a uma semana da eleição – mostra arrancada de Dilma (PT). Marina Silva (PSB) agora disputa o segundo lugar com Aécio Neves (PSDB). Datafolha diz que Dilma pode vencer no primeiro turno.

vox populi

A uma semana da eleição presidencial brasileira, nova pesquisa eleitoral, confirmando a mesma tendência dos demais institutos de pesquisa, revela um crescimento da presidente Dilma Rousseff. A candidata do Partido dos Trabalhadores abre uma vantagem de 18 pontos percentuais em relação à segunda colocada, a ambientalista Marina Silva, que concorre pelo Partido Socialista Brasileiro. Aécio Neves, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira, contrariando as expectativas, pisa no acelerador rumo ao segundo turno, embolando a disputa que parecia decidida. Veja os números:

Dilma:    40%

Marina:   22%

Aécio:     17%

Com mais nove dias de propaganda eleitoral no rádio e na TV, incluindo esta sexta-feira (26 set), o candidato tucano pode subir ainda mais, ultrapassando Marina Silva. É o cenário dos sonhos para o PT, que venceu as últimas três eleições contra o PSDB, duas vezes com Lula e uma vez com Dilma. O quadro não está definido, mas os analistas acreditam que a chance de um segundo turno entre Dilma e Aécio aumentou bastante. Trata-se de uma surpresa de última hora, porque todos achavam que Marina tinha chances concretas de levar o Partido Socialista à presidência pela primeira vez na história.

Marina Silva agora briga pelo segundo  lugar.

Marina Silva agora briga pelo segundo lugar.

O fenômeno eleitoral de Marina Silva foi detido pelas próprias contradições internas da campanha. Ela não é uma unanimidade entre os socialistas. A proposta de seu programa de governo foi pressionada pelo agronegócio, já que ela é considerada uma ambientalista radical num país onde a agricultura de ponta é motor da economia. Da mesma forma, foi pressionado por igrejas evangélicas, que exigiram mudanças em temas delicados como aborto, pesquisa com células tronco e outras questões. Tudo isso somado truncou o discurso da Marina, que se apresentava como representante de “uma nova política”. Membro da “Assembleia de Deus”, segmento fundamentalista dos evangélicos, começou a perder votos assim que ficou mais visível no horário eleitoral, que no Brasil alcança 160 milhões de pessoas. As intenções de voto que ela perdeu se dividiram entre Dilma e Aécio, provocando o crescimento dos dois adversários. É o pior cenário possível para Marina Silva.

A se confirmar essa situação durante a semana que falta para a abertura das urnas, Dilma e o PT vão vencer de novo, especialmente com apoio do eleitorado mais pobre.  Agora à noite, saiu pesquisa do Datafolha, com números que refletem bem o conteúdo deste post, mas com uma novidade: considerando os votos válidos (descontando brancos e nulos), Dilma poderia vencer a eleição já no primeiro turno. Os números do Datafolha são os seguintes: Dilma, 40%; Marina, 27%; Aécio, 18%.  Se considerarmos apenas os votos válidos, segundo o instituto de pesquisas, Dilma teria 45%, Marina teria 31% e Aécio 21%. O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, esclareceu que num cenário como esse, Dilma pode ganhar a eleição já em 5 de outubro.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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