Lançamento de “Araguaia – Histórias de amor e de guerra” reúne jornalistas, ex-combatentes, críticos e TV.

O autor, em entrevista à Band.

O autor, em entrevista à Band.

“Araguaia – Histórias de amor e de guerra”, novo livro do jornalista Carlos Amorim, lançado ao público nesta terça-feira (10 nov), agitou a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. O evento reuniu jornalistas, críticos, produtores cinematográficos e ex-combatentes da Guerrilha do Araguaia. Contou com a presença de representante da Pastoral da Terra e da Fundação Maurício Grabois, que trata da preservação da memória da luta armada no Sul do Pará, o maior movimento de resistência à ditadura militar no Brasil.

Rioco Kayano, ex-guerrilheira, no lançamento do livro.

Rioco Kayano, ex-guerrilheira, ao centro,  no lançamento do livro.

Em entrevista à TV Bandeirantes, o autor declarou:

_ Escrever sobre o movimento armado no Araguaia foi um desafio profissional, porque se trata do evento mais importante da resistência ao golpe militar e é – no entanto – o menos conhecido.

Amorim e Palmério Dória, jornalista que escreveu o prefácio do livro.

Amorim e Palmério Dória, jornalista que escreveu o prefácio do livro.

O livro do jornalista, duas vezes vencedor do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o maior certame de literatura do país, já está sendo distribuído às maiores livrarias do país.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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3 respostas para Lançamento de “Araguaia – Histórias de amor e de guerra” reúne jornalistas, ex-combatentes, críticos e TV.

  1. Claudia Carvalho disse:

    Parabéns pela iniciativa, Amorim! Um documento importante, que retrata e resgata um momento ainda muito obscuro de nossa história. Aguardamos o lançamento aqui no Rio. Sucesso!

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  2. José Roberto Castilho Piqueira disse:

    Prezado senhor Carlos Amorim, seu livro “Araguaia” é, realmente, uma viagem consciente ao Brasil dos anos 60 e 70, principalmente para quem militou no movimento estudantil (USP-1969).
    Embora seja professor de Engenharia, recomendarei fortemente a leitura para os estudantes que, hoje, pouco sabem do passado.
    Aproveito, caso você possa, para convidá-lo a proferir uma palestra na Poli-USP, escola que dirijo atualmente. Não podemos remunerar a palestra, mas pagamos todas as despesas.
    Aproveito, apenas, para, modestamente fazer um reparo no texto da página 147, pois o “Princípio da Ação e Reação” ou “Segunda Lei de Newton” não tem relação com a interpretação obtusa dada pelos militares e lá enunciada.
    Minha sugestão é escrever:
    “Na verdade, é habitual invocar erradamente uma lei Física, enunciada pelo físico inglês…….
    e terminar com…… que Newton cunhou o princípio do qual se apropriaram equivocadamente os militares brasileiros, pouco afeitos à ciência.”
    Isto é, a Lei Física é correta mas está aplicada de maneira errada e para a situação errada….
    Por favor, peço que este comentário não seja publicado.
    Atenciosamente
    JRC Piqueira

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