Atentado em Paris mostra que esforços do Ocidente para deter o terror islâmico estão longe de funcionar. Ataque contra revista de humor que ridicularizava Maomé e seus seguidores resulta em 12 mortos e 10 feridos.

Franceses se reúnem no centro de Paris para protestar contra o atentado.

Franceses se reúnem no centro de Paris para protestar contra o atentado.

Passava um pouco das onze horas da manhã desta quarta-feira (7 jan), quando dois homens usando uniformes pretos e toucas ninja, portanto fuzis automáticos Kalashinikov, invadiram a sede da revista “Charlie Hebdo”, em Paris. Foi um massacre. Chegaram à redação do semanário francês e abriram fogo contra todos os que participavam de uma reunião de pauta da revista. Dez morreram instantaneamente, sendo oito jornalistas, incluindo o diretor de redação da publicação. Os terroristas gritavam “Alah-hu-ackbar”, em árabe (“Deus é Grande”). Na saída, cerca de três minutos depois, executaram um segurança da revista. Durante a fuga, cruzaram com três patrulhas policiais, que foram espantadas com rajadas dos fuzis. Um policial morreu.

Anoiteceu na capital francesa e nem sinal dos terroristas. Obviamente, não eram amadores: estavam preparados para o confronto, dando a entender que haviam sido meticulosamente treinados para a missão. No terceiro encontro com a polícia, um dos terroristas disparou 11 tiros de fuzil concentrados em cerca de 50 centímetros quadrados do vidro dianteiro da viatura, de modo a atingir o peito e a cabeça do policial que morreu. Este atirador tinha grande familiaridade com a arma. Esses detalhes levam as autoridades a supor que se trata de cidadãos franceses, de origem argelina, convertidos ao islamismo e treinados no exterior.

Evidentemente, não se tratou de uma ação improvisada. Uniformes, armas de alto impacto, carro roubado, rota de fuga bem definida. Ou seja: profissionais. A revista, em 2011, publicou uma charge ridicularizando o profeta. Sofreu um atentado com bombas incendiárias de fabricação caseira. Na semana passada, publicou outra charge sobre o “Califa Ibrahim”, o líder do “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”. O atentado causou profunda comoção na Europa.

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