80% das notas de real em circulação no país estão contaminadas com resíduos de cocaína. No caso do dólar, 90% têm traços da droga.

Usar notas par aspirar cocaína contamina o dinheiro em circulação.

Usar notas par aspirar cocaína contamina o dinheiro em circulação.

A Associação Americana de Químicos, entidade de classe que reúne profissionais dos Estados Unidos na área de pesquisa de substâncias químicas em materiais de uso público (dinheiro, embalagens, tíquetes etc), iniciou um trabalho há cinco anos para determinar o grau de contaminação das notas em circulação em 30 cidades americanas, canadenses, brasileiras, chinesas e japonesas. A pesquisa mostrou que 90% das cédulas de dólar apresentam traços de cocaína. No Canadá, segundo os técnicos, 85% das notas em circulação estão contaminadas. E, no Brasil, 80% das células de real guardam resíduos da droga.

No caso brasileiro, as notas de 2 reais são as mais contaminadas. A diretoria de meio circulante do Banco Central sabe disso e já explicou: os usuários de cocaína costumam enrolar as notas de reais e fazer com elas um canudo para aspirar a droga. Depois, as máquinas de contar dinheiro dos bancos se encarregam de espalhar os resíduos para outras notas, disseminando a contaminação.

As notas mais usadas pelos viciados.

As notas mais usadas pelos viciados.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fez um estudo científico do problema, chegando à conclusão de que as notas de 2 reais em circulação no centro de Belo Horizonte apresentam “alto grau de contaminação”. Das 50 cédulas analisadas pelos químicos, 43 apresentavam traços de cocaína. O estudo da UFMG pode ser encontrado em: http://www.uff.br/RVQ/index.php/rvq/article/viewArticle/298 .

Agora: o que não ficou esclarecido é se isso representa algum dano à saúde de quem manipula esse dinheiro.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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