Mais um suspeito de terrorismo é preso na Baixada Fluminense. Ele fez elogios ao Estado Islâmico na Internet. É o 13º suspeito encontrado pela polícia. Enquanto isso, em São Paulo, ocorre o maior sequestro da história do país.

terror na olimpiada 12

A mulher, a sogra e o dirigente da Fórmula 1: sequestro milionário.

                                   Na madrugada dessa quinta-feira (28 jul), agentes federais prenderam em Nova Iguaçu (RJ) mais um suspeito de terrorismo. É um jovem, filho de comerciantes libaneses, que viveu parte da infância em Beirute. Ele fazia elogios ao Estado Islâmico nas redes sociais. Responde a processo por porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Federal fez a prisão à revelia das autoridades do Rio, tanto que o secretário da segurança, José Mariano Beltrame, declarou aos jornalistas que nada sabia sobre o caso. Parece que a colaboração entre os órgãos de segurança não é perfeita.

                                   Enquanto isso, as Forças Armadas fazem intensivos treinamentos de intervenção caso ocorra algum problema nos Jogos Olímpicos. Treinam especialmente para a eventualidade de ataques químicos, bacteriológicos ou radioativos. E também simulam situações com reféns. Mesmo assim, os comandantes asseguram que não há sinais concretos de perigo na Rio 2016. Os militares temem mais a ação de bandidos ligados às facções criminosas. Neste exato momento está em curso um grande caso de sequestro: a sogra do principal dirigente da Fórmula 1, o inglês Bernie Ecclestone, casado com uma brasileira, foi levada por um bando armado em São Paulo. Os sequestradores pediram resgate de 120 milhões de reais. A grande mídia mantém sigilo sobre o caso, o maior sequestro na história do Patropi. Isto é muito mais grave do que as ameaças terroristas. Ou não?

terror na olimpiada 13

                                   Tenho evitado citar os nomes dos suspeitos de terrorismo, porque as acusações são precárias e, ao menos no caso de hoje, inconsistentes. Mas todas as prisões foram efetuadas com mandado judicial, o que já é alguma coisa. No campo do adversário, como se diz no futebol, o inimigo está ativo. O Estado Islâmico acaba de inaugurar uma página do site “Nashir” em português. É o principal canal de comunicação da milícia extremista islâmica, que ocupa territórios do tamanho da Bélgica na Síria e no Iraque. O “Nashir” exibe vídeos de execuções e faz propaganda violenta contra o que chama de “cruzados” – ou seja: todo o mundo ocidental.

 

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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