PF prende 12º suspeito e acaba com a tal célula terrorista ligada ao Estado Islâmico. Em Santa Catarina, simpatizante de ataque da Al Qaeda é monitorado. E o Exército ocupa pontos estratégicos da Rio 2016.

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Forças Armadas iniciam operação para os Jogos Olímpicos e ocupam vias expressas da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)

                                    O 12º suspeito de integrar uma célula terrorista que planejava ataque na Olimpíada do Rio foi localizado e preso no domingo (24 jul). Uma denúncia anônima levou agentes federais à cidade de Comodoro (MT), próxima à fronteira com a Bolívia. O homem, de 32 anos, já havia cumprido pena por homicídio, mas estava foragido desde que foi identificado como suposto terrorista. Foi apanhado porque tentou comprar uma passagem de ônibus, provavelmente para o país vizinho, e não apresentou documentos. Fotos do suspeito estavam espalhadas pelos pontos de controle de fronteiras. Foi reconhecido facilmente, apesar de ter raspado a barba e de estar com o cabelo mais longo.

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Tropas profissionais no Rio. Foto Agência Brasil.

                                   Com a prisão, os federai acreditam ter desbaratado a tal célula terrorista, considerada amadora e despreparada. Este homem, que trabalhava como mecânico após deixar a cadeia, foi um dos que manifestou apoio ao Estado Islâmico pela Internet. Mantinha contato com os outros 11 suspeitos, mas nada que sugerisse um grau sofisticado de organização. Pegar todos eles foi moleza. Durante a investigação, os federais encontraram uma foto que seria de outro suspeito. O sujeito parece portar um fuzil de assalto AR-15. Na verdade, examinando a foto, acho que é uma réplica, acionada por um cilindro de ar comprimido que dispara balas de tinta, utilizadas no paintball. Um amigo meu, que acompanha o noticiário, fez um comentário que parece bem apropriado: ou temos a melhor polícia antiterrorista do mundo – ou temos os terroristas mais despreparados.      

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O suspeito número 12, preso em Mato Grosso. Foto da PF.

                            No entanto, a possibilidade de atentados nos Jogos Olímpicos é coisa séria. Em Santa Catarina, na cidade de Chapecó, a PF deteve um pequeno empresário que publicou elogios ao ataque da Al Qaeda contra o jornal francês “Charlie Hebdo”, onde mais de uma dezena de pessoas morreram. Ele está sendo monitorado com tornozeleira eletrônica. E o FBI, a polícia federal americana, acaba de informar que há uma lista de outros suspeitos que podem tentar agir no Brasil.

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Suspeito de terrorismo com arma de paintball. Foto da PF.

                                   Para aumentar a segurança no Rio, o Exército ocupou os pontos mais sensíveis, empregando tropas profissionais e equipamento pesado, como tanques de guerra, lançadores de foguetes e helicópteros. Ao todo, 88 mil homens das polícias e das Forças Armadas estão mobilizados. É o maior esquema de segurança em nossa história.  

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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