PT, o grande derrotado.

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Alckmin e Dória celebram a vitória no primeiro turno. Imagem do Portal UOL.

                      O grande derrotado nas eleições de domingo foi o PT. O partido encolheu em todo o país, quando se compara aos resultados que teve há quatro anos. Em São Paulo, perdeu na capital (apesar da reação de Haddad), na região metropolitana, incluindo o ABC, e no interior. No placar das urnas paulistas, ficou em 14º lugar, elegendo apenas 8 prefeitos. Havia vencido em 72 prefeituras na eleição de 2012. Outro desastre foi em Minas Gerais: ficou em 9º lugar. Nem apresentou candidato no Rio de Janeiro, preferindo apoiar o PCdoB. Ficou em 3º em Porto Alegre, antigo reduto eleitoral do PT. Na soma geral dos votos, amargou o 10º lugar.

                                   Dá para ver claramente o peso da Lava-Jato sobre o desempenho petista. As denúncias de corrupção, o impedimento de Dilma, seguidos do estardalhaço na grande mídia, causaram danos irreparáveis. A prisão de algumas lideranças do PT na semana que antecedeu a votação, como Guido Mantega e Antônio Palocci, foi mais um balde de água fria nas expectativas petistas. O partido já estava isolado no Congresso Nacional. Agora, é o grande derrotado nas urnas. Daqui para a frente, pode sofrer dissidências internas que o tornem ainda mais adoecido. Quase amaldiçoado. Por outro lado, pode aproveitar a derrota para rever a sua narrativa e retomar as origens ligadas ao movimento social. E ainda tem um trunfo para 2018: Lula. Se o ex-presidente escapar da provável condenação judicial.

                                   E quem foi o grande vencedor da eleição paulista? Geraldo Alckmin. O governador emplacou João Dória, pouco conhecido do eleitor. Dória fez campanha dizendo que era um gestor e não um político. Funcionou. Alckmin reforça a posição dele na luta interna do PSDB e amplia o cacife para disputar a presidência da República.     

   

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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