Polícia prepara operação contra a Máfia Chinesa em São Paulo. Já há mandados de prisão e de busca contra dezenas de pessoas na capital e no interior. A organização criminosa é especializada em sequestro e extorsão contra empresários orientais.

delegada Sato 01

A delegada do DHPP.

Forças especiais da polícia paulista, sob comando da delegada Elisabete Sato, diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), devem entrar em ação contra a Máfia Chinesa em São Paulo. A mobilização de dezenas de policiais deve começar na madrugada de domingo para segunda. Os alvos foram definidos a partir de denúncias e monitoramento autorizados pela justiça. Cerca de 20 pistoleiros do grupo já foram identificados e devem ser apanhados em poucas horas.
A Máfia Chinesa atua em São Paulo desde os anos 1990. Ataca comerciantes coreanos e japoneses, especialmente nas áreas do comércio popular. A “taxa de proteção” para que esses empresários possam continuar com seus negócios é cobrada em dólares. Como a maior parte deles está envolvida com o contrabando e a pirataria, a organização criminosa costuma receber uma espécie de “pedágio” sem ser importunada pela polícia. As vítimas não dão queixa às autoridades. Muitos dos integrantes da Máfia Chinesa são estrangeiros vivendo clandestinamente em São Paulo. Entram por terra, a partir de paí   ses vizinhos como a Bolívia e o Paraguai.
Nos últimos dois ou três anos, o grupo começou a atacar investidores chineses. E a tática- mais comum foi o sequestro de mulheres e filhos e as ameaças de morte. Alguns dos casos chegaram à mídia. E foi assim que a polícia ficou sabendo dos ataques. Agora até o governo da China está interessado em pegar os bandidos. As autoridades consulares em São Paulo estão colaborando com a delegada Sato. Especialmente fornecendo tradutores para os interrogatórios e trocando informações. Alguns dos homens da Máfia Chinesa são bem conhecidos da polícia em seu país de origem.
A organização criminosa tem como berço o grupo surgido em meados do século 19 nas cidades de Hong-Kong, Taipei e Xangai. A Tríade. Ou a Sociedade das Três Harmonias. Foi inicialmente uma seita religiosa – e logo evoluiu para uma quadrilha internacional voltada ao tráfico de ópio e heroína. Também se envolveu em tráfico de pessoas e contrabando de produtos caros do Oriente, como a seda e especiarias. Na Indochina (Laos, Vietnã e Camboja), foi chamada de “Dragões Vermelhos”, controlando a produção e distribuição de drogas. No início do século 20, agia nos protetorados britânicos na Ásia, iniciando a cobrança de proteção contra comerciantes e investidores.
Agora o pesadelo está aqui.

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