Temer usa todos os recursos (alguns bem sujos) para se manter no poder. Abre o cofre aos aliados e publica decretos duvidosos para obter votos que garantam o mandato.

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Temer e Gedel caiu. As mesmas acusações. Foto Agência Brasil.

                                    O governo Temer está em liquidação. Faz qualquer negócio para sobreviver. Tentou extinguir a reserva do Renca, na Amazônia, em troca de votos da bancada do Norte. Está liberando bilhões de reais em emendas parlamentares ao orçamento da União, de modo a beneficiar aliados. Em edição madrugal do Diário Oficial, publicou decreto alterando a legislação de combate ao trabalho escravo, provocando a grita de instituições nacionais e internacionais. Troca integrantes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a seu bel prazer. Chega ao cúmulo de aceitar rever o plano de privatizações para alegrar a festa de um partido amigo, contrariando a equipe econômica. E se conforma com o programa de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal, facilitando a vida de dezenas de deputados devedores.

                                   Agora está exonerando ministros que têm mandato parlamentar para que voltem à Câmara e garantam mais 8 votos para salvar a pele do presidente. É um escândalo sem tamanho. E o nome disso é corrupção pura e simples. Trata-se de um governo que não governa. Os aliados de Temer arrotam uma tal de recuperação econômica, quando o crescimento do PIB deste ano está estimado em 0,3% e há 13 milhões de desempregados. A inflação caiu, forçada pela estagnação econômica: pouca gente vende e menos gente ainda compra. Com ela, caíram os juros oficiais, a Selic. Mas a taxa regula apenas a dívida pública, não tendo quase nada a ver com a economia real, onde os bancos cobram até 300% ao ano. Ou mais.

                                   A “recuperação” é usada como marketing do governo: por que tirar um presidente que está dando certo? Certo para quem, cara pálida? Outro arrufo de Temer é o saldo na balança comercial, modestamente positivo. Este é outro sinal da crise, uma má notícia. O saldo comercial está positivo porque o empresariado parou de importar bens de capital, como máquinas e motores. É assim o blefe de Temer, que só os tolos engolem.

                                   Parece claro que Michel vai ter os votos na CCJ que o livrem das acusações de obstrução da justiça e de chefiar uma organização criminosa. Esse governo, sem governar, pode ir até o fim, produzindo danos cada vez maiores ao país. Enquanto seus aliados acumulam fortunas, como os 51 milhões encontrados no apartamento usado por Gedel Vieira Lima, homem de confiança de Temer. A descoberta foi tão emblemática, que virou cena do penúltimo capítulo da novela de Glória Perez, “A Força do Querer”, exibida na TV Globo.

                                   Trata-se de um país habitado por um povo paciente, muito paciente!       

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