Quem disse que não podemos eleger Bolsonaro? Os Estados Unidos, berço da República e da Democracia, com a carta de independência de 1776, elegeram Donald Trump pelo voto indireto. Ele perdeu nas urnas populares. Aqui, o segmento ultraconservador pode vencer pelo voto direto.

Jair Bolsonaro

Você está preparado para Jair Bolsonaro? Ele pode ganhar. Imagem TV Câmara.

 

                                   Jair Messias Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, é o pré-candidato melhor avaliado às eleições de 7 de outubro. Sem Lula, preso por corrupção, o militar lidera em todos os cenários, seguido por Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). Está filiado a um partido político inexpressivo, o Partido Social Liberal (PSL). Como esteve Fernando Collor, em 1989, candidato pelo minúsculo PTC (Partido Trabalhista Cristão). A falta de representatividade não impediu Collor de vencer o pleito, já que era o anti-Lula, apoiado pela grande mídia, especialmente as Organizações Globo.

                                   Em 2018, Bolsonaro repete o fenômeno Collor, cujo mandato foi impedido por corrupção pouco tempo depois. O capitão Jair representa um voto de protesto contra a bandalheira geral instalada na política. O eleitor detesta tudo o que aparece de paletó e gravata. Ele, supostamente, seria diferente. Promete nomear generais para os ministérios. Chega ao absurdo de prometer extinguir empresas estatais, para reduzir o tamanho do Estado. Como seria possível fechar o Banco do Brasil, a maior instituição financeira do mundo, que conta com 180 mil funcionários concursados? E a Caixa e a Petrobras? Mais de 200 mil funcionários concursados. É tudo balela. Apenas uma reação desses setores derrubaria qualquer governo.

                                   Além do mais, o capitão da reserva expõe a ideia de que durante os governos militares (1964-1985) não havia corrupção. Por isso, quer nomear generais para os altos cargos públicos, algo questionado pelos próprios oficiais-generais das Forças Armadas. Não havia corrupção na ditadura porque não havia imprensa livre no país. Nunca soubemos quanto custaram as obras faraônicas da ditadura, como a ponte Rio Niterói. Ou a Transamazônica e a Perimetral Norte. 

                                   Nunca soubemos quanto custaram as três expedições militares contra a guerrilha do Araguaia, onde foram mobilizados entre 10 e 15 mil homens das Forças Armadas, inclusive com artilharia de campanha na floresta. Tudo era em orçamentos secretos, jamais publicados.  

                                   Não havia corrupção na ditadura?  

             

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