Bolsonaro rejeita opinião dos militares e apoia ataque americano que matou o general Suleimani. Ao aprovar ação de Trump, pôs em risco uma das maiores parcerias comerciais do país e a segurança nacional.

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Morte do general provoca protestos em todo Oriente Médio;

 

                                   O presidente Jair Bolsonaro, para agradar Donald Trump, abandona décadas de neutralidade em relação aos conflitos no Oriente Médio e apoia o ataque americano que matou o general Qassim Suleimani, líder militar do Irã. Bolsonaro rejeitou os conselhos dos generais que compõem o governo, que manifestaram preocupação acerca do tom a ser empregado pelo presidente. O Brasil tem fortes laços comerciais com o Irã, para onde vende carne e grãos. Na balança comercial entre os dois países, o superávit é favorável ao Brasil: mais de 8 bilhões de reais.

                                   Bolsonaro disse que o assassinato do general iraniano deve ser entendido no contexto da luta mundial contra o terrorismo. E que o Brasil é aliado de qualquer país envolvido no combate ao terrorismo. Chegou a afirmar que Suleimani esteve envolvido nos grandes atentados ocorridos na Argentina, durante os anos 1990, resultando em 114 mortos e 500 feridos. Com isso, concorda com as suspeitas nunca conformadas da justiça argentina. De uma só tacada, Bolsonaro pôs em risco uma das maiores parcerias comerciais do país (para desespero do agronegócio) e ainda lançou o Brasil no rol dos alvos do terror islâmico.

                                   Não custa lembrar: o líder religioso do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse que a morte de Suleimani terá “vingança avassaladora”. Não é fácil realizar um grande atentado nos Estados Unidos, Israel ou Reino Unido. Mas n Brasil é sopa.  

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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Uma resposta para Bolsonaro rejeita opinião dos militares e apoia ataque americano que matou o general Suleimani. Ao aprovar ação de Trump, pôs em risco uma das maiores parcerias comerciais do país e a segurança nacional.

  1. sonia Liggieri disse:

    Matéria excelente e adequada. Será que alguém pode informar e impedir decisões politicas que afetam a vida do brasileiro e que o nosso tamanho está distante do primeiro mundo? Como tratar e focar no que é relevante e essencial hoje?

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