“Operação Nações Unidas” desmonta conexão internacional

O acusado em foto da Polícia Federal

O acusado em foto da Polícia Federal

A Polícia Federal acerta um duro golpe no tráfico de drogas. Desmontou uma importante conexão internacional de entorpecentes. Os traficantes enviavam cocaína pura para Portugal e Espanha dentro de embalagens de peixe congelado. A cocaína, produzida na Colômbia, era enviada para a Venezuela e depois exportada para a Europa em navios. Outra rota saia do Rio Grande do Sul e seguia para portos no litoral português. Após um ano e meio de investigações, em colaboração com o DEA (Drugs Enforrcement Administration) norte-americano, foram presas oito pessoas no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande. O trabalho policial também contou com a ajuda da Interpol, da Guarda Civil Espanhola e das polícias de Portugal e Suíça, onde também ocorreram mais três prisões.

A conexão operava desde 2008 e exportou milhões de dólares em cocaína pura, cujo preço de mercado oscila entre 70 e 130 dólares o grama. Vale mais do que o ouro. Para o traficante, um quilo da droga em estado puro custa cerca de 200 mil reais. No varejo, vale cinco vezes isso. A Polícia Federal informou que o chefe da operação era o empresário colombiano Alexander Pareja Garcia, 53 anos, morador da Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Ele e a família dele levavam uma vida milionária no Rio. Segundo a polícia, investiam o dinheiro do tráfico em imóveis, empresas e automóveis de luxo. Pereja, supostamente ligado ao Cartel del Norte, hoje a maior organização criminosa colombiana, tinha em seu nome bens avaliados em 10 milhões de reais. E a Receita Federal descobriu movimentações financeiras muito superiores a este valor.

As investigações da PF apontam que o traficante era dono de postos de gasolina e estava envolvido com uma usina produtora de álcool no interior de São Paulo. Alexander Pareja passou três anos preso no Brasil, entre 2005 e 2008, depois que uma denúncia do DEA levou à captura dele no aeroporto de Guarulhos. Na época, era acusado de lavagem de dinheiro, com uma movimentação financeira que chegava a 40 milhões em apenas uma semana. A advogada do homem acusado de tráfico, Jane dos Santos, de acordo com a Folha de S. Paulo de hoje (4/jun), declarou: “Imagino que ele e a família sofrem tudo isso porque são colombianos”. Mas a advogada não explicou a mansão que o acusado possui em Angra dos Reis, avaliada em outros milhões de reais e que você pode ver no site de O Globo Online.

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