Paraquedistas ocupam a Maré e ficam até o fim da Copa.

Militares na Maré, em foto do UOL.

Militares na Maré, em foto do UOL.

A Brigada Paraquedista do Exército, a mais bem treinada força militar do país, ocupou neste sábado (5 abril) o conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio. Apoiados por fuzileiros navais e homens do Bope, os paraquedistas devem ficar na região até o fim da Copa do Mundo de futebol. Ao todo, 2.700 militares constituem a força de intervenção, a maior já reunida desde o regime militar. Boa parte desses militares já estiveram em missão de combate no exterior, como no Haiti e em Miamar.

Blindados e armas pesadas nas favelas. Foto UOL.

Blindados e armas pesadas nas favelas. Foto UOL.


Não são esperados conflitos armados nessa operação, até porque, nos últimos dias, os bandos de traficantes se retiraram para outras áreas da cidade. Três grupos diferentes – e rivais – atuam na Maré: o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e a milícia Liga da Justiça. Os órgãos de inteligência dizem que as facções criminosas têm (ou tinham) mais de 600 homens armados na região. O tráfico no Complexo da Maré, segundo a polícia, teria influência econômica sobre mais de 10% da população local. Ou seja: mais de 13 mil habitantes. O movimento da venda de drogas naquela área, antes da ocupação, era estimado em 60 milhões de reais/ano. Após a invasão policial-militar do Complexo do Alemão, em novembro de 2010, as favelas da Maré se transformaram em quartel-general das facções criminosas.
O projeto de ocupação do Complexo da Maré, completado em poucas horas e sem incidentes, fazia parte do plano de segurança da Copa do Mundo. Pela região passam as principais vias de acesso ao Rio. E o aeroporto internacional Tom Jobim é vizinho das favelas. Segundo o site de notícias do UOL, nos últimos 15 dias a polícia matou 16 pessoas na região, deixando ainda oito feridas. Mais de 100 armas e 2.300 cartuchos de munição, além de drogas, foram apreendidos.

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