“Califado do Levante” estabelece reinado de terror na Síria e no Iraque. O número de executados chega a milhares. Muitos foram fuzilados, outros enterrados vivos e alguns foram crucificados. Nove milhões de pessoas deixaram (ou perderam) suas casas na região. A ONU diz que é a maior tragédia humanitária do Século 21.

Duzentos e cinquenta soldados sírios executados de uma só vez pelo ISIS.

Duzentos e cinquenta soldados sírios executados de uma só vez pelo ISIS.

 

                    Um relatório da ONU, divulgado nesta sexta-feira (29 ago), diz que a guerra civil na Síria e o avanço no Iraque das tropas do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) constituem a maior tragédia deste século. Por onde passam as hordas de radicais islâmicos sunitas, cenas de barbárie se repetem numa rotina tão trágica quanto inexplicável. Imagens exibidas na televisão e na Web revelam que não há mais limites para a crueldade naquela região. E deixam bem claro que o problema deixou de ser apenas sírio ou iraquiano: tornou-se uma ameaça à estabilidade de todo o Oriente Médio e do mundo ocidental. Hoje o governo inglês declarou alerta máximo contra ataques terroristas no Reino Unido. E o primeiro-ministro David Cameron admitiu, em entrevista coletiva, que mais de 500 cidadãos britânicos estão lutando ao lado do ISIS.

O comandante do ISIS, "califa Ibrahim".

O comandante do ISIS, “califa Ibrahim”.

                    Parece não existir força capaz de deter o avanço dos extremistas islâmicos. Eles estão muito bem armados e financiados – e não se sabe por quem. Recebem  incontáveis adesões de sírios e iraquianos, além de combatentes que chegam de vários países muçulmanos do Oriente Médio e da África. Analistas militares afirmam que é quase impossível determinar o tamanho do levante e as suas consequências imediatas. Diante deles, as Nações Unidas e a OTAN se mostram impotentes. Barak Obama autorizou ataques aéreos contra o movimento terrorista, o que acabou resultando na decapitação de um jornalista americano, James Foley, cuja morte foi filmada e exibida como um desafio: “Allahu-Akbar”. Deus é Grande. E – pasmem – esta semana dois cidadãos norte-americanos morreram em combate ao lado do ISIS.

 

 

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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2 respostas para “Califado do Levante” estabelece reinado de terror na Síria e no Iraque. O número de executados chega a milhares. Muitos foram fuzilados, outros enterrados vivos e alguns foram crucificados. Nove milhões de pessoas deixaram (ou perderam) suas casas na região. A ONU diz que é a maior tragédia humanitária do Século 21.

  1. Julio Rosa disse:

    Não há evolução da personalidade humana em algumas regiões do mundo. È o que me parece! é a unica alegação que pode explicar tanta ira.

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  2. Julio Rosa disse:

    A falta de evolução da personalidade, das nações, é por certo causa de tanto desprezo pela vida humana e pelo seu criador, certos atos como estas execuções barbarias, no oriente médio, não se explica como justiça por: política, vingança nem por pobreza e menos ainda religiosa, pois os religiosos buscam a paz e a caridade, os políticos devem buscar a diplomacia da paz entre os povos e a vingança deve respeitar os inocentes.

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