Aconteceu de novo: terroristas do ISIS matam mais um jornalista americano diante de câmeras. Steven Sotloff foi decapitado e as imagens do crime distribuídas pela Web nesta terça-feira.

O momento da execução de Steven Sotloff.

O momento da execução de Steven Sotloff.

 Duas semanas após a decapitação de James Foley, integrantes da milícia ISIS assassinaram outro jornalista americano. Desta vez foi Steven Joel Sotloff, 31 anos, que estava desaparecido na Síria desde agosto de 2013. Imagens da decapitação começaram a circular em sites islâmicos na manhã de hoje (2 set) e no início da tarde apareceram no portal do The New York Times. Os radicais do ISIS, quando mataram Foley, prometeram executar Steven Sotloff se os Estados Unidos não interrompessem os ataques aéreos contra a milícia. Hoje, ao matar o segundo refém, ameaçaram a vida de outro prisioneiro, o britânico David Haines, que também aparece nas imagens.

O corpo do jornalista, com a cabeça colocada sobre o peito.

O corpo do jornalista, com a cabeça colocada sobre o peito.

O governo americano ainda não se pronunciou sobre a autenticidade do filme, mas a Casa Branca prometeu se pronunciar oficialmente ainda esta tarde. O primeiro-ministro inglês, David Cameron, classificou o ato como “repugnante e desprezível”. A decapitação do refém foi um dia depois que Cameron ameaçou empregar força militar contra os insurgentes. Ainda há pelo menos 17 jornalistas ocidentais desaparecidos na Síria, em áreas ocupadas por integrantes do “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”.

A guerra civil na Síria já resultou na morte de 191 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças. Ao todo, 9 milhões de civis abandonaram suas casas. Cerca de 2 milhões estão refugiados na Turquia e já Jordânia. Trata-se da maior crise humanitária deste século. E o conflito revela a incapacidade do mundo árabe em mediar a crise.   

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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2 respostas para Aconteceu de novo: terroristas do ISIS matam mais um jornalista americano diante de câmeras. Steven Sotloff foi decapitado e as imagens do crime distribuídas pela Web nesta terça-feira.

  1. José Antonio Severo disse:

    O ISIS tem claramente um plano de provocar uma nova intervenção norte-americana no Iraque. A tática é criar uma onda de repúdio tão grande na opinião pública que obrigue Barak Obama a mandar comandos atacarem os jihadistas. Uma vez reinstalada a ação direta, a guerra total contra o Ocidente cristão pode ser retomada. Com os infiéis no terreno, mais dinheiro pode ser captado entre sheiks e outros financiadores da barbarie. É este o plano: cutucar a onça com vara curta para ela te pegar no braço. Os jornalistas pagarão o pato.

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  2. JOSÉ MÁRCIO MOREIRA PARENTE disse:

    É lamentável que pessoas se comportem de forma tão cruel e repugnante. A VIDA HUMANA TEM SIDO OBJETO DE MANOBRA DE MONSTROS QUE SE ESCONDEM ATRÁS DO PODER.
    LEMBRO QUE OS AMERICANOS QUANDO INVADIRAM O IRAQUE, TRATARAM AQUELE POVO COMO LIXO. ISSO NÃO JUSTIFICA A AÇÃO DOS TERRORISTAS, MAS O COMPORTAMENTO VIOLENTO DE UNS, PROVOCA MAIS VIOLÊNCIA POR OUTROS.
    É NECESSÁRIO QUE AS PESSOAS, EM QUALQUER PARTE DO MUNDO, VOLTEM A VER PESSOAS COMO CRIATURAS DE DEUS E TENHAM RESPEITO PELAS VIDAS HUMANAS, CASO CONTRÁRIO, ESTAMOS FADADOS A UM REGRESSO MEDIEVAL ONDE A VIOLÊNCIA É A POLÍTICA PREVALENTE.

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