Ataques do crime organizado criam ambiente de medo às vésperas das eleições. No Rio, forças militares entraram em choque com traficantes. Em São Luís (MA) e Florianópolis (SC), os bandidos queimam ônibus e desafiam a polícia.

Violência em Florianópolis, ao vivo na TV.

Violência em Florianópolis, ao vivo na TV.

Nas últimas 48 horas, um clima de violência toma conta de três capitais brasileiras. No Rio de Janeiro, houve intenso tiroteio entre traficantes e forças de segurança, incluindo tropas do Exército e da Marinha. Pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas, entre elas uma criança pequena. A Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso à cidade, chegou a ser fechada com tanques e veículos militares. Os confrontos foram mais intensos nos complexos de favelas da Maré, do Alemão e da Mangueira, que a mídia bobinha (ou mal intencionada) costuma chamar de “comunidades pacificadas”. Milhares de crianças ficaram sem aulas porque as escolas fecharam. Para as eleições de domingo, o governo do Rio promete colocar 30 mil policiais nas ruas, reforçados por tropas federais.

Fuzileiros navais entraram em choque com traficantes. Foto O Globo.

Fuzileiros navais entraram em choque com traficantes. Foto O Globo.

Em São Luís, capital do Maranhão, os criminosos atacaram ônibus, queimando vários deles. Bases da Polícia Militar foram atingidas por tiros e bombas molotov. A capital maranhense vive um clima de medo e apreensão. A situação é pior em Florianópolis, Santa Catarina, onde dezenas de ônibus foram incendiados e depredados. Lá está ocorrendo uma espécie de toque de recolher, porque o transporte público para de funcionar às sete horas da noite. O comércio tem dispensado os empregados mais cedo e as universidades fecharam nesta quinta-feira (2 out).

Em São Luís, nem a Força Nacional de Segurança impediu a violência.

Em São Luís, nem a Força Nacional de Segurança impediu a violência.

O Brasil, apesar dos resultados obtidos nos últimos anos, não consegue lidar com o problema da segurança pública. Não há políticas eficientes. Nossos governantes se escondem por trás de estatísticas duvidosas de diminuição da criminalidade e parecem não dar muita bola para o tema. O governo federal diz que o problema é dos estados – e os estados dizem que narcotráfico é crime federal. Enquanto isso, as organizações criminosas estão se tornando mais fortes e mais ousadas.

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