Terroristas do ISIS queimam vivas 45 pessoas em cidade iraquiana. O massacre foi a poucos quilômetros de uma base aérea americana, num claro desafio a Barak Obama. A estratégia dos extremistas islâmicos é arrastar todo o Oriente Médio para uma guerra global.

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Em mais uma demonstração de terror ilimitado, a milícia ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante, em inglês) trucidou 45 pessoas na província de Ambar, ao norte do Iraque. Segundo fontes locais, as vítimas são militares e parentes de militares que seriam na base americana de Ain al-Assad. Toda a região está sob cerco dos extremistas. O crime é uma tentativa de arrastar o Tio Sam para um novo conflito de grandes proporções. Recentemente, após um massacre de prisioneiros cristãos, a Jordânia e o Egito declararam guerra contra o ISIS, atacando bases e campos de treinamento da organização com fulminantes bombardeios. Esses ataques aéreos, inclusive, mataram dois reféns americanos em poder da milícia islâmica.

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A escalada de violência no Oriente Médio, com repercussões na Europa, visa ampliar o conflito. Ao entrar na guerra, o Egito, que vem a ser a maior potência militar árabe, sinaliza para algo de enormes proporções. Israel, por sua vez, já conclui planos para um ataque massivo sobre a Líbia e a Síria. Os analistas de Tel-Aviv não descartam mandar seus modernos aviões e mísseis (inclusive nucleares) até Teerã, a capital iraniana. Para controlar ou neutralizar o ISIS, a OTAN e os países árabes aliados do Ocidente precisariam colocar mais de 200 mil homens no campo de batalha, com suporte de aviação, blindados e marinha. Obama deu o primeiro passo, pedindo autorização ao Capitólio para ampliar o envolvimento americano no conflito. O complexo industrial-militar americano bate palmas para a iniciativa. Uma guerra como essa custaria uns 3 trilhões de dólares.

No entanto, uma agressão dessas proporções ao mundo muçulmano poderia produzir o maior levante desde as Cruzadas. Isto está no cerne da estratégia do ISIS. Cenário da Terceira Guerra Mundial.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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