Pesquisadores britânicos estimam que o ISIS tem ao menos 80 mil combatentes: 20% são ocidentais que aderiram ao extremismo islâmico na Síria e no Iraque.

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O Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade de Londres divulgou pesquisa sobre o tamanho e a força do grupo extremista ISIS (“Estado Islâmico do Iraque e do Levante”, em inglês). De acordo com os estudiosos britânicos, a organização tem ao menos 80 mil combatentes, dos quais 16 mil (20%) são jovens ocidentais que abandonaram escolas e famílias para se juntar ao movimento. As forças de segurança ocidentais não têm sido capazes de barrar o recrutamento, que é feito via Internet.

Recentemente, o líder supremo do grupo terrorista, Abu Bakr Al-Baghdadi, também conhecido como ‘Califa Ibrahim” (foto no alto), divulgou um vídeo na Web convocando os muçulmanos de todo o mundo a se mudarem para as terras ocupadas pela milícia, onde ocupariam cargos administrativos, como produtores rurais, médicos, dentistas, professores – e não necessariamente combatentes. O que ele pretende é “povoar” o extenso território que chama de “Califado do Levante”, hoje maior do que muitos países do Oriente Médio.

O símbolo do terror, a bandeira negra, sobre o campo de batalha.

O símbolo do terror, a bandeira negra, sobre o campo de batalha.

Mas a propaganda do ISIS não diz que entre 10% e 15% dos “recrutas” já morreram em combate. Boa parte dos sobreviventes voltou a seus países de origem, onde são vistos pelas autoridades como “potenciais terroristas”. Esta é, sem dúvida, a maior crise já enfrentada desde a invasão americana no Iraque e no Afeganistão, em 2003. Entre os estrangeiros que aderiram ao grupo, os tchetchenos e os bósnios são considerados os melhores soldados, por causa de sua larga experiência nas guerras em seus próprios países. No entanto, adolescentes canadenses, americanos, franceses, ingleses e belgas estão seguindo roteiros clandestinos para chegar ao ISIS.

Na edição online de O Globo, nesta sexta-feira (22 maio), podemos ver um depoimento de um canadense radical, cuja fonte original é a agência Associated Press:

“Cada pessoa tem algo a contribuir para o Estado Islâmico”, diz um recruta canadense do EI, André Poulin, em declaração filmada em vídeo e usada para o recrutamento online. “Você pode facilmente conquistar uma posição mais alta junto a Deus Todo-Poderoso na próxima vida, sacrificando apenas um pouquinho desta vida terrena.”

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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