Juiz decreta nova prisão preventiva contra Marcelo Odebrecht, um dos homens mais ricos do país. O empreiteiro agora responde diferentes ações criminais. O MPF oferece 22 novas denúncias contra executivos.

Preso, Marcelo Odebrecht encara a Justiça. Reprodução da Veja.

Preso, Marcelo Odebrecht encara a Justiça. Reprodução da Veja.

O juiz Sérgio Moro, que comanda a apuração dos escândalos na Petrobras, assinou mais um decreto de prisão preventiva contra o empresário Marcelo Odebrecht. Dono de uma das maiores corporações brasileiras, com obras gigantescas no país e no exterior, ele está preso há um mês em Curitiba (PR) e foi transferido para uma penitenciária estadual. Com a decisão de Moro, ficou muito mais difícil obter a liberdade provisória para o empresário.

Na tarde desta sexta-feira (24 jul), o Ministério Público Federal (MPF), apresentou em Brasília outras 22 denúncias contra executivos de empreiteiras, doleiros, operadores das propinas e ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras. Durante a entrevista, transmitida ao vivo pela televisão, não foram citados os políticos envolvidos no escândalo de desvios do dinheiro público. Estes têm foro privilegiado. Não são como o resto dos mortais, o populacho em geral, o simples cidadão.

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As denúncias contra parlamentares e governantes seguem direto para o Supremo Tribunal Federal. Aliás, o STF já autorizou investigações penais contra os presidentes da Câmara e do Senado, além de outros deputados e senadores. Os inquéritos do MPF e da Polícia Federal estão se tornando uma das maiores devassas da história desse país. Podem até alcançar ex-presidentes, como Lula e FHC. Isso deixa no chinelo o caso do “mensalão”.

Entre os denunciados de hoje está também o presidente (imaginem só, o presidente!) da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. Outro potentado em terras brasileiras, cujo patrimônio pessoal é incalculável. O juiz Sérgio Moro já condenou alguns réus do “petrolão” a penas de 15 anos de detenção. Nesse país, pode ser que não as cumpram no cárcere, em função das delações premiadas e outros benefícios. Mas vão carregar nas costas o carimbo de culpados. E a Justiça estima que os acusados serão obrigados a devolver aos cofres públicos quantias superiores a 700 milhões de reais em multas e dinheiro depositado no exterior.

Sob algemas, o presidente da Andrade Gutierrez.

Sob algemas, o presidente da Andrade Gutierrez.

Dava para construir um montão de escolas e creches.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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