Embraer anuncia lucro: 405 milhões de reais no segundo trimestre. A empresa brasileira de aviação tem encomendas de 22 bilhões de dólares. A construção de aviões militares é uma estrela do negócio.

KC-390, o maior avião militar produzido no país.

KC-390, o maior avião militar produzido no país.

A Embraer anunciou, nesta quinta-feira (30 jul), um lucro de 405 milhões de reais no segundo trimestre do ano, com uma previsão de receita de mais de 22 bilhões de dólares (cerca de 72.6 bilhões de reais) no médio prazo. Em relação ao mesmo período do ano passado, um aumento de 24%, segundo o portal G1. No acumulado do semestre, a empresa aeronáutica entregou 47 aviões comerciais e 45 executivos, entre jatos leves e de grande porte.

A produção de aeronaves militares é um dos segmentos que mais cresce na companhia de São José dos Campos (SP). O modelo A-29 Super Tucano, um turbo hélice de interceptação e ataque ao solo, é uma das grandes apostas da Embraer, que acaba de vender cinco unidades do aparelho para o governo africano de Gana e outras seis para Mali. O Super Tucano é um sucesso entre as Forças Armadas latino-americanas e agrada até nos Estados Unidos, por sua versatilidade como arma de defesa. Serve para enfrentar o narcotráfico ou a guerrilha comunista na Colômbia e no Peru.

A-29, o Super Tucano.

A-29, o Super Tucano.

Até 2034, a Embraer prevê a entrega de mais 6.500 jatos. Uma das estrelas da companhia é um cargueiro militar: o KC-390, o maior aparelho de operações militares jamais construído no país. Ele vai reforçar a FAB. O avião voou pela primeira vez em fevereiro deste ano (foto acima). É uma superaeronave, com 35,5 metros de comprimento e outros 30 metros de envergadura. Emprega duas turbinas e pode desenvolver 870 quilômetros por hora em velocidade de cruzeiro. Tripulação de três pessoas, podendo levar até 80 soldados (ou 74 paraquedistas) em ações táticas. É um prodígio da indústria nacional. Pode voar a 11 mil metros de altura e deslocar até 81 toneladas de peso.

Em um país como o nosso, que pretende algum protagonismo nas relações internacionais, é fundamental desenvolver uma indústria de defesa. Basta lembrar que boa parte das reservas petrolíferas do pré-sal estão fora das águas territoriais brasileiras. Alguém pode perguntar: não seria melhor combater a violência interna, construir escolas e hospitais? Sim. Só que é preciso fazer tudo isso ao mesmo tempo. O Brasil necessita de um projeto estratégico de longo prazo. E isto passa pela indústria militar e tecnológica. Governar é muito difícil.

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