Ministério Público, a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar têm lista de 19 policiais suspeitos do massacre de Osasco e Barueri.

Um dos locais da chacina de 13 de agosto. Moradores fazem vigília.

Um dos locais da chacina de 13 de agosto. Moradores fazem vigília.

O governador de São Paulo mandou apurar a chacina. Mesmo que para isso tenha que colocar policiais na cadeia. Um militar da Rota, que está afastado das ruas por suspeitas de envolvimento em cinco homicídios (dos quais, aliás, foi absolvido em dois desses casos), está detido na Corregedoria da PM. Trata-se de um soldado de 30 anos, cujo nome não foi revelado. Ele é investigado porque participaria de um grupo de extermínio na região. Um sobrevivente do massacre de 13 de agosto reconheceu o soldado. Outras testemunhas apontaram mais 18 militares: 11 soldados, 2 cabos e 5 sargentos. Ou seja: toda a investigação se concentra na PM.

E não precisa ser nenhum gênio da lâmpada para imaginar o envolvimento de policiais: uma semana antes da chacina, que deixou 18 mortos e 6 feridos a bala, um policial-militar foi assassinado em um posto de gasolina. Dois dias antes das execuções, um guarda civil de Barueri foi morto durante um assalto. Por isso, a GCM local também está sendo investigada. Ao todo, 54 PMs e guardas já foram ouvidos no inquérito. Pior: há testemunhas de que, na manhã seguinte ao massacre, um grupo de 20 policiais se reuniu em um bar para “algum tipo de celebração”. Disto resultaram novas suspeitas.

Autoridades de São Paulo tentam explicar o inexplicável: um acerto de contas abaixo da lei.

Autoridades de São Paulo tentam explicar um acerto de contas abaixo da lei.

Agora, uma pergunta sem resposta: por que as rondas policiais de rotina na região dos crimes foram suspensas justamente na noite de 13 de agosto? Para esclarecer esse detalhe o governador Alckmin vai ter que vestir cuecas de ferro. Porque uma decisão desse tipo está muito além de soldados, cabos e sargentos.

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