Michel Temer prepara o desembarque do PMDB e se aproxima da oposição. O vice-presidente já é chamado de “conspirador” pelos petistas. Agora o jogo do impeachment de Dilma ficou mais complicado.

Temer & Alckmin

Em meio à confusão política, Temer e Alckmin se encontram em São Paulo.

Até a sexta-feira passada (4 dez), a balança do impeachment pendia mais para o Planalto. Com certeza, Eduardo Cunha e as oposições não tinham 342 na Câmara Federal para aprovar o processo de cassação do mandato de Dilma Rousseff. Agora o xadrez político se complica: a aparente deserção de Michel Temer (PMDB-SP), o vice e maior beneficiário do afastamento da presidente, abre caminho para uma debandada no governo. Já começou com o pedido de demissão de Eliseu Padilha (PMDB-RS), Ministro da Aviação Civil. Pode levar a outra demissão, a de Henrique Alves (PMDB-RN), Ministro do Turismo, que estaria sob pressão da ala pró-impeachment dentro do partido aliado.

eliseu padilha 01

Eliseu Padilha, demissionário, abre a lista de peemedebistas que devem deixar o governo.

A lealdade de Temer, reclamada por Dilma em discurso público, era fundamental para manter a maior parte do PMDB ao lado do Planalto. No fim de semana, enquanto Brasília pegava fogo em articulações para a formação da comissão da Câmara que vai dar a primeira palavra sobre o afastamento da presidente, Michel Temer participava de um almoço com empresários em São Paulo, ao lado do governador Geraldo Alckmin, um dos grandes líderes da oposição. Há quem diga, pelo que se lê nos jornais, que Temer já pensa em formar um governo de coalizão: PMDB rebelde + PSDB + DEM + PPS + quem mais aderir. Menos PT e PCdoB. A senha para a rebelião seria uma manifestação pública de Michel Temer, anunciando o rompimento.

A nova articulação, na verdade, seria outro balaio de gatos, sem qualquer chance de modificar o sistema político. Continuaria a mesma coisa: loteamento do governo, cabide de empregos, fisiologismo de toda espécie. O principal objetivo desta coalizão é banir Dilma, Lula e o PT. Independentemente da crise nacional. Só que antes vai ser preciso derrubar a presidente. Como disse no início deste artigo, o problema se complicou – e está muito longe de ser resolvido.

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Uma resposta para Michel Temer prepara o desembarque do PMDB e se aproxima da oposição. O vice-presidente já é chamado de “conspirador” pelos petistas. Agora o jogo do impeachment de Dilma ficou mais complicado.

  1. Diana Barros disse:

    Bye Bye Dilma!!! 🙂

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