Ministro da Suprema Corte espera “ajuda de Deus” para as decisões sobre o impeachment de Dilma. Luiz Édson Fachin passou o fim de semana escrevendo o voto que vai apresentar à corte depois de amanhã.

 

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Luiz Édson Fachin: o ministro pode mudar os rumos do impeachment de Dilma.

                              Ele tem 57 anos. Mora em Curitiba. É casado com uma desembargadora do Paraná. Católico fervoroso, vai à missa todos os domingos. Os mais chegados dizem que é viciado em trabalho. Conversa muito com assessores e outros ministros. Mas, na hora de decidir, resolve tudo sozinho. Este é o homem que dará rumos ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

                              A edição do jornal O Globo de hoje (14 dez) traz um interessante perfil do magistrado. O texto é da repórter Carolina Brígido, que nos dá uns bons exemplos da personalidade de Édson Fachin. Quando tem nas mãos um processo muito importante, segundo a jornalista, “costuma pedir a proteção divina para decidir com o coração”. O ministro, em poucos meses de atuação na Suprema Corte, mostra ser um defensor dos direitos individuais. Vale a pena ler a matéria de Carolina, que você encontra em www.oglobo.com.br .

                              Apesar de negar o fato constantemente, o Supremo tem atuação política. Isto ficou claro em muitas oportunidades, especialmente no processo do “mensalão”. O ministro Gilmar Mendes já foi chamado pela revista Veja de “o chefe da oposição”. O tribunal também teve papel importante na aplicação da “lei da ficha limpa”, que proíbe a disputa eleitoral para candidatos condenados. Agora deve tomar uma de suas mais importantes decisões políticas: estabelecer o rito do processo de impeachment. Conforme a decisão, zera tudo – ou acelera a discussão sobre a cassação da presidente.

                               A proposta de Fachin deve ser aprovada pelo tribunal. Mas não integralmente. Há ministros querendo alterar detalhes, mesmo sem ter lido o voto do relator. Eles têm opinião formada sobre o tema. Duas questões básicas, no entanto, devem passar: a votação para a escolha da Comissão Especial da Câmara, que decide a abertura do processo de cassação da presidente, pode ser refeita por meio de voto aberto dos deputados; e o poder para afastar Dilma durante o julgamento não será da Câmara de Eduardo Cunha, mas do Senado de Renan Calheiros.

                              Quem viver, verá!  

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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Uma resposta para Ministro da Suprema Corte espera “ajuda de Deus” para as decisões sobre o impeachment de Dilma. Luiz Édson Fachin passou o fim de semana escrevendo o voto que vai apresentar à corte depois de amanhã.

  1. Diana Barros disse:

    Gostei mas esqueceu de dizer q ele fez campanha pra Dilma e foi citado pelo líder do governo preso, na gravação que levou a sua prisão ??? ABSURDO!!!

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