Comissão do impeachment aprova depois de amanhã a continuação da ação contra Dilma. Na Câmara, o embate está mais difícil para as oposições. E uma pesquisa Datafolha revela: Lula está à frente da disputa presidencial para 2018.

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Confusão mostra a divisão na comissão especial. Imagem TV Câmara.

A Folha de S. Paulo publicou neste sábado (9 abril) uma pesquisa do Datafolha sobre o impeachment e a corrida presidencial para 2018. De açodo com a edição online do diário paulista, 61% dos entrevistados querem o impedimento da presidente e outros 58% querem que o mesmo aconteça com Michel Temer. Ou seja: mais da metade dos eleitores desejam uma solução pelas urnas, com a convocação de eleições gerais ainda este ano.

A grande surpresa da pesquisa está nos números para a corrida presidencial. No cenário mais provável, entre Lula, Marina Silva e Aécio Neves, o resultado seria o seguinte: Lula com 21%, Marina com 19% e Aécio com 17%. Com o candidato tucano Geraldo Alckmin: Marina ficaria com 23%, Lula com 22% e o governador de São Paulo com 9%. E se a disputa fosse com o senador José Serra: Marina e Lula com 22% e Serra com 11%. O resultado dá o que pensar. Em parte, explica a tempestade de acusações que desabou sobre o metalúrgico. Lula é o fator de desequilíbrio da disputa. Como diria o ministro Luís Roberto Barroso, um ponto fora da curva.

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A batalha na Câmara está prevista para 17 de abril. Foto do portal UOL.

Mas a barra está cada vez mais pesada para Dilma e o PT. Depois de amanhã, à tarde, a comissão especial deve aprovar a continuação do impeachment. Tudo sugere uma pequena maioria a favor das oposições. Mas, no plenário da Câmara dos Deputados, o jogo ainda pende para o governo. Os opositores não têm os 342 votos necessários. Segundo o Estadão de hoje, só contam com 287 votos. E a semana também promete novidades na área do Supremo Tribunal: podem ir a julgamento a posse de Lula na Casa Civil e o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Aliás, o Banco Central quer multar o deputado em 1 milhão de reais por causa de coisas bancárias não declaradas no exterior. Se ele pagar a multa, regulariza a situação fiscal, mas isto serviria como prova de que mentiu e pode ser cassado. Uma sinuca de bico.

Para os que acompanham a crise, será uma semana de fortes emoções.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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