Suíça retém quase 3 bilhões de reais de origem duvidosa em contas bancárias de brasileiros. Uma delas seria usada por Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Temer.

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Henrique Alves, quando era presidente da Câmara dos Deputados.

Henrique Eduardo Alves, ex-Ministro do Turismo de Temer, não pediu demissão por causa das delações de Sérgio Machado, esse que foi presidente da Transpetro, um sujeito envolvido em corrupção política há pelo menos dez anos, apadrinhado do PMDB que agora acusa. A causa da demissão é bem diferente: investigadores da Lava-Jato descobriram uma conta numerada na Suíça que teria sido usada por Alves para receber suborno. A revelação está na primeira página da Folha de S. Paulo de hoje (17 jun). E como a bomba ia estourar, o ministro pediu as contas. Foi o terceiro de Temer a cair sob suspeita de corrupção.

Os procuradores e delegados federais da Lava-Jato têm ótimo relacionamento com as autoridades monetárias e judiciais suíças. A ponto de ter sido criada uma força-tarefa naquele país, reunindo mais de 20 especialistas suíços em fraudes bancárias. Tudo para atender à demanda brasileira por contas secretas utilizadas para movimentar dinheiro de políticos e aproveitadores da política, como empresários inescrupulosos, funcionários de estatais que se vendem, doleiros e operadores de partidos políticos. E os suíços ajudam bastante: só este ano descobriram quase mil dessas contas, incluindo as da família Cunha, espalhadas por 40 bancos.

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Bancos suíços não são mais um paraíso de bandidos.

As instituições bancárias mais usadas por nossos trambiqueiros estão em Zurique, Berna, Lausanne e Lugano. Até agora, em números do início de maio, os suíços já bloquearam quase 3 bilhões de reais de origem duvidosa em contas naquele país. O governo de lá informa que o escândalo do “petrolão” é o maior da história do país no pós-guerra. Deixa para trás ditadores africanos e árabes – é maior do que a roubalheira na FiFA.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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