ISIS anuncia: o homem que matou 84 pessoas em Nice era “soldado do Islã”. Outro massacre em nome de Deus. Aqui no Brasil, deportamos professor francês, acusado de terrorismo, que dava aulas de física na UFRJ.

professor deportado 03

O professor de física da UFRJ deportado. Foto de reprodução.

                                 A milícia extremista islâmica ISIS, também conhecida como Daesh ou Estado Islâmico, assumiu a autoria do ataque terrorista em Nice, verdadeiro massacre de inocentes indefesos, durante a festa do Dia Nacional da França. Já na noite do atentado, 14 de julho, os sites simpatizantes da organização terrorista comemoravam o assassinato coletivo. Agora, os líderes do grupo anunciam que Mohamed Bouhlel, que dirigiu o caminhão e atropelou a multidão na Riviera Francesa, era um “soldado do Islã”. Autoridades francesas já admitem que Mohamed havia se tornado um radical, mas não explicam por que não era vigiado. Ele tinha passagens pela polícia por roubo e agressão.

                                   O terrorista de Nice tinha o perfil típico: solitário, silencioso, sem amigos. Os vizinhos disseram à polícia que mal percebiam a presença dele em um prédio de apartamentos na cidade de veraneio francesa. Era visto quase sempre de bermudas e camiseta, usando bicicletas de aluguel. No entanto, Mohamed mantinha contato com o terror através da Internet. Vivi um breve tempo na França e sei que lá ninguém se interessa em conversar com vizinhos. Pagando o aluguel, você passa inteiramente despercebido. O único ser humano que se interessou por mim foi  um vendedor de frutas e castanhas, imigrante libanês, que puxou conversa. Fora isso, nada. O modo de vida europeu facilita a infiltração.

                                   Enquanto o mundo está de luto pela magnitude do ataque em Nice, aqui no Brasil deportamos um professor de física de partículas contratado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por coincidência, o cara é um francês de origem argelina. Adléne Hicheur foi expulso do país às dez da noite de sexta-feira (14 jul), meia hora antes do ataque em Nice, colocado em um avião rumo a Paris, acompanhado por agentes federais. Estava condenado à prisão na França. A sentença é de 2009. Cumpriu 3 anos de cadeia na França, por supostas ligações com a Al Qaeda. Em 2013, já no Brasil, foi contratado pela UFRJ para dar aulas de física.

                                   Professores e até o reitor da UFRJ se mobilizaram para impedir a deportação. Mas foi tudo muito rápido. O suspeito já foi entregue às autoridades francesas, na manhã deste sábado.

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Politica e sociedade. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s