Grupo muçulmano de brasileiros declara lealdade ao Estado Islâmico e ameaça os Jogos Olímpicos. Nos aeroportos brasileiros, o esquema de segurança da Rio 2016 já começou errado.

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O que se deve fazer para evitar ataques terroristas em locais com grande movimentação de pessoas? A resposta técnica é a seguinte: tornar o fluxo de pessoas o mais rápido e eficiente possível, evitando aglomerações. Aqui fazemos o oposto. A entrada em operação do esquema de segurança nos aeroportos brasileiros produziu um verdadeiro caos. Milhares de pessoas ficaram retidas em filas intermináveis. A aglomeração durou horas e horas, aumentando o perigo. Faltou informação e os passageiros estavam como baratas tontas. Uma das companhias aéreas, a Latim (ex-TAM) entrou em colapso em certo aeroporto, que nem vou citar.

A experiência internacional mostra que a segurança nos aeroportos tem que começar na rua e na entrada dos prédios, antes dos grandes salões que antecedem o embarque. Só no embarque há mecanismos de segurança eficientes – ou supostamente eficientes. Recentemente, três homens-bomba se explodiram no aeroporto de Ancara, na Turquia, exatamente no grande salão que antecede o embarque. Eles passaram pela porta com explosivos e fuzis de assalto AK-47. E não foram incomodados. Essa é a questão básica, para a qual não demos a menor bola. Se houvesse aparelhos de scanner na entrada do aeroporto de Ancara, não haveria o atentado mortal.

bandeira do estado islâmico 01

Para complicar ainda mais o cenário em relação à Olimpíada do Rio, esta semana o site Intel Group, que acompanha atividades terroristas em escala global, anunciou que um grupo de muçulmanos brasileiros jurou lealdade ao Estado Islâmico, também chamado ISIS ou Daesh. A bombástica novidade foi divulgada na Europa pela agência de notícias italiana ANSA. Aqui, na edição online de ontem, O Estado de S. Paulo publicou a informação. A nova facção do terror, autodenominada “Ansar al-Khilafah Brazil”, postou no sistema de mensagens russo “Telegram” uma ameaça aos Jogos Olímpicos do Rio. Diz o texto: “Se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada”. Os terroristas se referiam à ajuda que a França tem oferecido ao governo brasileiro para a proteção do evento.

De acordo com o Intel Group, seria o primeiro grupo sul-americano a apoiar o Estado Islâmico. Além do mais, a milícia extremista islâmica, que ocupa parte do território do Iraque e da Síria, criou uma versão em português do canal de notícias “Nashir”, uma página de Internet que divulga a atuação do Estado Islâmico. Enquanto o EI perde espaço no campo de batalha sírio-iraquiano, com a intervenção militar da OTAN e da Rússia, cresce com ações isoladas em países ocidentais.

O Estado Islâmico sabe que a melhor chance de sobreviver é através de uma propaganda eficiente, construída a partir de vítimas inocentes e muita divulgação. Que palco melhor do que a Olimpíada na Cidade Maravilhosa?

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Uma resposta para Grupo muçulmano de brasileiros declara lealdade ao Estado Islâmico e ameaça os Jogos Olímpicos. Nos aeroportos brasileiros, o esquema de segurança da Rio 2016 já começou errado.

  1. José Antônio Severo disse:

    Amorim: acredito que grupos estejam se formando no Brasil para se inserirem no Estados Islâmico. Isto, entretanto, pode causar uma séria luta interna entre movimentos jihadistas que têm conexões no Brasil. Nosso País é um território seguro e com livre trânsito de pessoas e valores, aberto a essas organizações. Contaminá-lo com ações e recrutamento de nacionais brasileiros é o caminho certo para atrair para cá os serviços secretos do mundo inteiro, com o fim de monitorar e reprimir a formação de quadros e operações clandestinas. Por isto não creio que esse grupo voluntarista de que você fala venha a ter apoio da liderança mundial do Estado Islâmico. Um exemplo é como as FARC colombianas nunca causaram problemas dentro do Brasil. Assim como a guerrilha colombiana, também o ISIS tem muito a perder e nada a ganhar se recrutar brasileiros para suas fileiras militares ou corpo de mártires. Grande abraço

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