Já era! Por 59 votos a 21, senadores afirmam que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Certa de que será mesmo impedida, a presidente afastada faz planos para viver um tempo fora do país.

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Dilma será impedida sem acusações pessoais de corrupção. Enquanto isso…

 

                                   Todos os esforços de Dilma Rousseff para escapar do impeachment fracassaram. Até agora. Perdeu em todas as modalidades políticas. Ela sabe que está tudo acabado. Até o PT procura se descolar de Dilma, que nunca foi uma figura de destaque no partido. O PT, inclusive, é contra a convocação imediata de eleições gerais, saída elegante proposta pela presidente. Neste sentido, a nosso ver, o partido comete mais um erro histórico. Lula seria eleito, como dizem as pesquisas.

                                   Observadores da cena política esperam que Dilma renuncie antes do julgamento final, para poder se candidatar a um cargo eletivo em 2018. A mídia diz que ela já tem planos de passar um bom tempo fora do país. Até poder se candidatar pelos prazos legais. O impeachment é dado como certo: a votação de hoje (10 ago) no Senado, por 59 a 21, é clara como água.

                                   Enquanto isso, o governo provisório de Michel Temer, autoproclamado “de salvação nacional”, continua fazendo favores à maioria conservadora no Congresso, em busca de uma tal “governabilidade”. Gasta dinheiro a rodo, endividando o futuro presidente eleito e o país. Temer, supostamente, não poderá se candidatar em 2018, porque tem condenação em segunda instância do Tribunal Eleitoral paulista, em razão de doação ilegal a um candidato. Estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Os apoiadores dele no Congresso já falam em mudar a lei para garantir que ele possa se candidatar. Em um Parlamento onde um senador já disse que pode nomear até uma melancia para o quadro de funcionários, aprovar a alforria de Temer parece tarefa simples.

                                   Este é o Brasil Olímpico.

                                   Difícil mesmo é consertar a economia, em crise há três anos e que já destruiu milhões de postos de trabalho, enquanto as empresas ainda anunciam lucros. Difícil é conter a Lava-Jato, que agora bate no portão do PSDB. O tucanato está em pânico com as acusações feitas por empreiteiros contra José Serra. Um dos fundadores da Ação Popular, grupo de esquerda católico, presidente da UNE, exilado, governador de São Paulo, deputado, prefeito, senador, atual Chanceler do Brasil de Temer, Serra é acusado de ter recebido 23 milhões de reais durante campanha eleitoral. Dinheiro de caixa 2, sem nota fiscal. Pela lei, caixa 2 é crime. As empreiteiras OAS e Odebrecht estão firmando delação premiada (ou acordo de leniência, se preferirem) em que o alvo seriam os tucanos e o próprio presidente Temer.

                                   Como diz o ditado popular: “Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão!”   

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