Deu tudo certo: fizemos uma Olimpíada memorável. Os Jogos da Paixão, no Rio, impressionaram o mundo. A festa teve a cara do povo. Mas não se sabe quanto custou a brincadeira.

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O brasileiro mostra a cara e faz a olimpíada da alegria. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

A Rio 2016 foi um colírio para um pais que não tinha boas notícias há vários anos. Vimos espetáculos grandiosos, como a festa de abertura, fruto da criatividade brasileira. Houve competições sensacionais. Para os torcedores nativos, show de bola no futebol e no vôlei. Ganhamos 19 medalhas: 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Na classificação geral, 13º lugar. Melhor do que em Londres, mas muito abaixo do esperado. Atletas de renome mundial declararam amor ao Rio, enquanto quatro palhaços americanos inventaram assaltos para esconder farra e bebedeira.

O carioca confirmou a facilidade com que recebe gente de fora, para deleite dos estrangeiros. Com a presença do maior dispositivo policial-militar da história do país, os índices de violência despencaram nesses 19 dias de provas. E não apenas pelo aparato de segurança. Foi porque o povo estava mobilizado, curtia a festa e ainda faturava algum em meio à pior crise econômica que já vivemos. Uma turista americana, que havia perdido o celular na praia de Copacabana, ficou espantada ao ter o aparelho devolvido: “Se fosse no meu país (USA), talvez não o tivesse de volta”. Terrorismo, então, nem pensar.

Mas as contas da Olimpíada ainda não fecharam. A estimativa é de 37 bilhões de reais. Dava para construir uma enormidade de escolas e postos de saúde. Na verdade, parece que há uma vontade deliberada de que os detalhes do preço não sejam conhecidos do grande publico. Só para variar. Apesar da desconfiança – melhor seria dizer suspeita – a respeito de governantes e comitês organizadores, vimos bandeiras inimigas tremulando juntas. Lado a lado. Pacificamente. O Patropi parece ser  um lugar especial no mundo. Mas vem viver aqui pra você ver!

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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