Cai o 6º ministro e Temer se reúne com a cúpula do PSDB. Os tucanos apoiam o governo que aí está, mas não dizem se vão colocar um ministro no lugar de Geddel.

fhc-e-aecio-02

Aécio e FHC deixam o Palácio da Alvorada, após encontro com Temer. Foto Valter Campana/Agência Brasil.

                                    Geddel Vieira Lima, o principal assessor do presidente Michel Temer, pediu demissão diante da avalanche de acusações contra ele. Teria usado o cargo para tentar tirar vantagens pessoais. É o 6º ministro a cair em apenas seis meses de governo, cada um envolvido em algum escândalo. Imediatamente após a demissão, Michel Temer se reuniu com a alta cúpula do PSDB. Lá estavam José Serra, Aécio Neves, Alckmin e o próprio Fernando Henrique Cardoso. Foram emprestar apoio ao encurralado Temer e – é claro – tirar uma casquinha da crise política de um governo que se esfarela. Quem sabe os tucanos não emplacam mais um ministro no lugar daquele caído?

                                   Geddel, aliás, ficou sem cargo, sem foro privilegiado e sem vista para a Baía de Todos os Santos. Aquele fabuloso empreendimento imobiliário, que iria deformar o centro histórico de Salvador, parece ter micado de vez.

                                   De volta aos tucanos. Depois de deixar a reunião com o presidente Temer, FHC falou aos jornalistas. Disse duas frases fortes: o governo Temer pode ser “uma pinguela, mas é o que temos”; e assegurou que o próximo presidente do Brasil estava naquela reunião. Mas não disse quem. Ele sabe que a luta interna no PSDB é perigosa para o partido. O mais forte pré-candidato é Geraldo Alckmin, que acaba de obteve estrondosa vitória eleitoral em São Paulo. Só que Serra e Aécio também têm pretensões ao Planalto. O PSDB perdeu as quatro últimas eleições presidenciais. Se não tomar muito cuidado, pode perder mais uma e ainda rachar o tucanato.

                                   Um dos grandes problemas para os tucanos é se confundirem com o governo Temer. Ao que tudo indica, as coisas vão piorar. E muito.   

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
Esse post foi publicado em Politica e sociedade. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s