Janot pede ao STF abertura de 83 inquéritos criminais contra políticos e 5 ministros. Encaminha mais 211 outros casos para a justiça federal, envolvendo pessoas que não têm foro especial. O procurador pede ao Supremo a quebra do sigilo para que os nomes sejam conhecidos.

impeachment 56

                           O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça feira (14 mar), 320 pedidos de providências judiciais contra a corrupção no país. Oitenta e três são relativos a processos criminais contra políticos e 5 ministro do governo Temer, cuja competência é da Suprema Corte. Todos são investigados na Lava-Jato e foram denunciados pela Odebrecht. Também apresentou 211 pedidos de abertura de ações penais na justiça de primeiro grau, atingindo políticos sem mandato, empresários, doleiros e dirigentes partidários. Manda arquivar 7 casos em que não há provas para a acusação e adota outras 19 providências que não foram divulgadas. É de fato “a delação do fim do mundo”. É tão grave que vai cavar um fosso no governo e no Parlamento.

                                   Todos os envolvidos, agora oficialmente suspeitos de centenas de crimes, têm os nomes protegidos por segredo de justiça. Mas Janot também pediu ao STF a quebra desse sigilo, para que o país tome conhecimento de todos os envolvidos na bandalheira política e no ataque às contas públicas. Os pedidos reúnem milhares de páginas e terão que ser examinados pelo relator da Lava-Jato no Supremo, o ministro Édson Fachin. O ministro é favorável à quebra do sigilo, como já declarou inúmeras vezes.

                                   Agora é só esperar!       

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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