Revista Época: Aécio Neves é o parlamentar recordista em pedidos de inquéritos na “lista do Janot”. O tucano, segundo a revista, teria recebido propina milionária em uma conta bancária em Cingapura, em nome de um amigo.

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Marina, Dilma e Aécio no debate da Band, em 2014. Imagem TV Bandeirantes.

                                    A revista Época, do Grupo Globo, chegou às bancas hoje (18 mar) com uma revelação bombástica: o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, ex-candidato à presidência derrotado por Dilma Rousseff, é o campeão em pedidos de abertura de inquéritos criminais pelo procurador Rodrigo Janot. Teria se envolvido em falcatruas para beneficiar a Odebrecht em obras públicas. A acusação consta da delação premiada da empreiteira, atualmente sob sigilo judicial. Só que no Patropi tudo vaza seletivamente para a mídia. Antes atingia apenas o PT. Agora sobra para todo lado. É curioso que a revelação tenha sido feita justamente pelo Grupo Globo, que apoiou o senador abertamente em 2014. Aécio perdeu a eleição para Dilma por apenas 3,7% de diferença nos votos validos.

                                   A Época garante que o tucano levou grana em projetos ligados a obras de Furnas e na construção da nova sede do governo mineiro, um elefante branco milionário chamado ironicamente de “cidade administrativa”. Diz a revista: o dinheiro sujo circulou por uma conta bancária em Cingapura, aberta em nome de um amigo do senador. A “delação do fim do mundo” promete algumas outras surpresas.

                                   Note-se: o fato de uma publicação da Globo ter dado espaço às acusações (por enquanto, apenas suspeitas) contra Aécio Neves talvez indique que o tucano mineiro esteja se transformando em uma carta fora do baralho.

                                   Não há colher de chá na luta política!  

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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