Ministro-relator do TSE vai pedir a cassação da chapa Dilma-Temer. Ao que tudo indica, a dupla perde por 4 votos a 3. Mas algum ministro, em apoio ao governo, vai pedir a suspensão do julgamento.

Herman-Benjamin

O ministro Herman Benjamin,, relator da chapa Dilma-Temer;

                                    Há duas graves ameaças contra o presidente Michel Temer. A primeira delas, a cassação da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014, por abuso de poder político e econômico, começa a ser julgada na noite desta terça-feira (6 jun). O relator da ação no TSE, proposta pelo PSDB, vai pedir a impugnação da eleição presidencial. O ministro Herman Benjamin produziu um relatório de 8 mil páginas onde descreve os crimes eleitorais cometidos pela chapa que derrotou Aécio Neves por apenas 3,27% dos votos válidos.

                                   Os tucanos nunca aceitaram o resultado das urnas. Tentaram auditar o resultado. Não deu certo. Depois entraram com a ação por abuso de poder. Dois anos mais tarde, quando Dilma Rousseff foi impedida, em maio de 2016, o tucanato aderiu a Michel Temer com 4 ministros. E agora não sabe o que fazer. Diz que vai esperar o julgamento do TSE para se posicionar. Significa dizer: se Temer for cassado, desembarcamos. Ora, se Temer for cassado, não há mais governo para desembarcar. É uma postura oportunista e leviana. Só se metem na briga quando ela acabar. Só que, aparentemente, a briga não acaba hoje. Todos os analistas apostam que alguém vai pedir “vistas aos autos”, possivelmente amanhã à noite, e o julgamento será suspenso por prazo indeterminado.

                                   Tudo o que o Planalto deseja é ganhar tempo. A suspensão do julgamento no TSE pode ser empurrada com a barriga por meses e meses. Da mesma forma, advogados do presidente pedem ao Supremo Tribunal a ampliação do prazo de defesa, que era de apenas 24 horas e se encerraria às 5 horas da tarde de hoje. É a mesma tática de ganhar tempo. Enquanto isso, 13 pedidos de impeachment de Temer dormem na gaveta de Rodrigo Maia, presidente da Câmara e aliado do presidente. Não vai dar andamento a nenhum deles. E ponto.

                                   Resta uma nuvem ainda mais sombria sobre Michel Temer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode apresentar denúncia contra o presidente, por corrupção e associação criminosa. Se o ministro Edson Fachin, do STF, aceitar a denúncia, Temer se torna réu. E será afastado do cargo. Isto pode ser mais rápido do que o TSE e qualquer pedido de impeachment. O resultado também é desastroso: assume o governo o deputado Rodrigo Maia, outro investigado na Lava Jato. Haverá eleição indireta, sem povo, patrocinada por um Congresso onde há centenas de investigados tentando salvar a própria pele.

                                   Todos acreditam que a única forma de mudar esse destino trágico, como um Titanic, será a mobilização da sociedade e a ocupação das ruas. A igreja católica, em todas as missas, prega a resistência popular contra as reformas de Temer. É só ler o documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aprovado em fins de abril e publicado na Internet. Sindicatos e movimentos sociais já convocam greve geral e uma marcha sobre Brasília para o dia 30 deste mês.

                                   Quem viver, verá!   

Anúncios
Esse post foi publicado em Politica e sociedade. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s