Super Tucano da FAB intercepta avião com 653 quilos de cocaína pura. O bimotor do tráfico teria decolado de uma fazenda no Mato Grosso, pertencente à família do Ministro da Agricultura de Temer. É o segundo caso em poucos meses envolvendo políticos de destaque do PMDB.

avião das drogas 01

O bimotor com 653 quilos de cocaína. Imagem Agência Brasil.

                                    À uma da tarde desta segunda-feira (26 jun), um caça Super Tucano da FAB interceptou um bimotor suspeito de tráfico em Mato Grosso. O avião se recusou a atender às ordens de pousar. O capitão comandante do caça abriu fogo com metralhadoras de 30mm e obrigou o clandestino a pousar em uma estrada na zona rural. A polícia levou um bom em tempo para chegar ao avião, que sofreu fortes danos na aterrissagem forçada. Dentro do aparelho havia 653 quilos de cocaína pura. Os dois ocupantes já tinham fugido, abandonando o narcótico.

                                   Em poucos meses, é a segunda vez que a Polícia Federal e a Aeronáutica fazem interceptações desse tipo. No primeiro caso, havia suspeitas do envolvimento de um senador do PMDB, já citado em casos de corrupção. No episódio de hoje, o avião teria decolado de uma fazenda pertencente à família do Ministro da Agricultura de Temer, Blairo Maggi. Nas duas apreensões, a soma é de quase 1,2 toneladas de droga pura. Nas ruas, vale quase 70 milhões de reais. Nas Américas, a cotação do grama de cocaína pura varia como o grama do ouro, entre 50 e 65 dólares. É só fazer a conta para ter uma ideia do tamanho de carregamentos de entorpecentes com esses dois. Além do mais, um grama de cocaína pura é misturado a outras três partes de substâncias solventes. Ou seja: 3,6 toneladas.

                                   Isto é que é crime organizado. Esse negócio de bandido armado na favela é bobagem! A família do ministro declarou que não havia autorizado nenhuma decolagem nas pistas das fazendas do grupo.  

   

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
Esse post foi publicado em Politica e sociedade. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s