Donald Trump acende um rastilho de pólvora no Oriente Médio. Acaba de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. E – risos – diz que vai erguer ali uma embaixada americana como monumento à paz.

 

                      Em um rápido pronunciamento pela televisão, na Casa Branca, o presidente americano rasgou 70 anos de política externa dos Estados Unidos. Anunciou, sem dar direito a perguntas dos jornalistas, que vai transferir a embaixada do país dele: de Tel-Aviv para Jerusalém. Tornou-se o único país do mundo a reconhecer a Cidade Santa como capital do Estado Judeu. Desde 1947, após a Segunda Guerra Mundial, Jerusalém havia sido declarada “cidade internacional” pelas Nações Unidas, porque abriga as relíquias das três maiores religiões do mundo: cristãos, judeus e muçulmanos.

                             Com tal declaração estapafúrdia, desconhecendo os alertas de perigo dos aliados na região, o topetudo Trump acendeu o pavio de novos (e graves) conflitos no Oriente Médio. A reação palestina foi decretar “três dias de fúria” contra a medida unilateral. Vem por aí mais violência e mais terrorismo. Dois dos mais tradicionais aliados americanos, a Arábia Saudita e a Turquia, fizeram pronunciamentos públicos avisando que a decisão de Trump atravessava uma linha vermelha no mundo muçulmano. Com certeza, o Hamas e o Hezbollah, grupos islâmicos radicais, afiam as armas. Sem falar da Al Qaeda e do ISIS.

                      E por que Donald Trump fez isso, justamente agora, sem qualquer motivo aparente? Porque a colônia judaico-americana exerce enorme influência na política e na economia do país. E boa parte do segmento se identifica com o Partido Democrata, opositor de Trump no Parlamento americano. Ao dizer que Jerusalém é a capital de Israel, atende a esse segmento da vida nos Estados Unidos. E ele não está nem aí para a violência que vai provocar. É só um populacho do Oriente Médio.

                      E o resto é bobagem!

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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Uma resposta para Donald Trump acende um rastilho de pólvora no Oriente Médio. Acaba de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. E – risos – diz que vai erguer ali uma embaixada americana como monumento à paz.

  1. Anne disse:

    Este Trump merece o que virá! Sinto pelo povo americano e por tantos que serão envolvidos nisso. Sem Dias de Furia o terror já era iminente, agora será melhor ficar em casa e rezar por seja qual forem os Deuses!

    Enviado do meu iPhone

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