Bandos armados atacam cidades do interior do país, explodem agências bancárias, fazem reféns e disparam fuzis automáticos e metralhadoras contra a força pública. O ministro da Defesa, do Partido Popular Socialista (PPS), que de socialista não tem nada (ex-Partido Comunista Brasileiro- PCB), diz em público que a segurança pública faliu.

                      Nos últimos dias, bandos armados atacaram agências bancárias em vários pontos do país. Do Nordeste ao Sul. É sempre a mesma coisa: 20 ou 30 homens equipados com o que há de melhor na indústria bélica. Usam uniformes negros, capacetes de Klevar (à prova de balas)), coletes, rádios comunicadores. Têm munição de sobra, que falta às forças de segurança. Começam disparando rajadas de tiros 7.62mm e 5.56mm contra bases da polícia e delegacias. Queimam carros, ônibus e caminhões para bloquear as vias públicas. Encurralada, a polícia, baseada em plantões de poucos homens, com parco armamento, não tem como reagir. E os criminosos arrebatam reféns entre a população, para formar escudos humanos contra qualquer tipo de reação.

                      Os ataques contra agências bancárias, carros-fortes e o roubo de carga, as atividades criminais mais em moda no país, servem para financiar o narcotráfico. Dinheiro à vista, porque os produtores de drogas e traficantes de armas não fazem negócios no mercado futuro. É tudo com dinheiro na mão. E o pais bandido prospera. Nesses últimos dias, o ministro da Defesa, Raul Jugmann, declarou à imprensa que o sistema de segurança do país faliu. É quase inacreditável que um “popular socialista” diga uma coisa dessas. Será que ele mora em outro lugar? Não sabe que a violência se abate sobre o povo pobre e a classe média das periferias? É só ver as estatísticas, às quais ele tem acesso irrestrito.

                      Além do mais, Jugmann sabe que a grande mídia omite o nome e a filiação das organizações criminosas do país. Atende à uma escolha das Organizações Globo: se dermos os nomes aos bois, eles se fortalecem. É como no próprio caso dele: é do PPS, mas não diz que isto significa Partido Popular Socialista, originário do Partido Comunista Brasileiro. Não fala em Comando Vermelho (CV) ou Primeiro Comando da Capital (PCC). Não estabelece as correlações de força e os significados. O discurso oficial é puramente tergiversante. Parece que o crime organizado não tem nome. A opinião pública deveria saber o que está acontecendo.

                      Há no Brasil ao menos duas dezenas de organizações criminosas, todas girando em torno de dois polos: o CV e o PCC. Os conflitos nas ruas e no interior das cadeias estão situados num campo de disputas comerciais das duas maiores organizações criminosas do país.

                      Mas o governo faz de conta que isso não existe!       

 

              

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