PCC toca o terror no sul de Minas e na região do Triângulo Mineiro. Desde domingo, houve ataques em 17 cidades, incluindo a capital. Ônibus e carros foram incendiados. Prédios públicos foram atingidos por rajadas de tiros.

queima de onibus em MG 01

34 veículos queimados em Minas. Imagem Charles-everton.blogspot.com .

                              Este foi o cartão de visitas da maior organização criminosa do país aos mineiros. As autoridades do estado gostavam de dizer que nas Gerais não havia facções criminosas e que a bandidagem não conseguia se organizar. O Primeiro Comando da Capital resolveu mandar um desmentido público, atacando ônibus e prédios públicos. O PCC, alias, pegou carona no descontentamento popular com o anúncio de que as passagens nos coletivos iriam aumentar. Desde o inicio da onda de violência, mais de 30 pessoas foram presas, oito em flagrante. Um adolescente, que teria participado de um dos incêndios, ficou gravemente ferido. Ao todo, 34 veículos foram queimados.  

                                   No submundo do PCC, conforme uma fonte que consultei, há insistentes comentários de que a operação mineira foi iniciada no ano passado por um dos homens de confiança da cúpula da organização. O nome dele é Ismar, mais conhecido como “Jacaré”. É paulista do interior, tem 38 anos e uma longa folha criminal. Tem larga experiência com o tráfico e deu a partida à implantando dos pontos de venda de drogas em Minas, abastecidos através da rota que passa por Mato Grosso  do Sul. Os ataques em 17 cidades também teriam o objetivo de intimidar eventuais concorrentes. Mas o governo diz que crime organizado não existe!

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Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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