Coronavírus mata 6 presos e 7 funcionários dos presídios de São Paulo. No total, 37 detentos e servidores foram confirmados com o vírus. Mais de 50 presos estão isolados e 162 funcionários foram afastados.

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Uma bomba-relógio na pandemia. Imagem do portal Rede Brasil Atual.

                                    O governo paulista desencadeou uma operação de emergência para impedir que a pandemia se espalhe entre os mais de 250 mil presidiários do estado, a maior concentração carcerária do país. Todas as atividades nos presídios, inclusive as refeições, estão submetidas a um escalonamento de horários, para evitar aglomerações. As filas para receber a comida respeitam 1,5 metro de distância entra cada um, como informou a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), respondendo a questionamento deste site.

                                   Termômetros eletrônicos são empregados para medir a temperatura de servidores e detentos sem que haja contato físico. Oxímetros digitais testam a taxe de oxigênio no sangue. O governo garante que houve distribuição de material de higiene pessoal, incluindo álcool em gel e sabonetes. Os funcionários receberam máscaras e luvas.  As visitas continuam suspensas.

                                   Os 162 funcionários afastados estão em isolamento domiciliar, com acompanhamento clinico. Os 51 presos suspeitos de contaminação são mantidos em áreas com atendimento médico, de acordo com a SAP. A justiça paulista determinou que 3.190 presos mais vulneráveis (idosos com doenças pulmonares, diabéticos, hipertensos etc) fossem mandados para prisão albergue domiciliar. Nesse grupo de risco estaria Leonardo Vinci Alves de Lima, o Batatinha, importante liderança do PCC. Mas no caso dele a ordem de soltura foi revogada.

                                   Os sindicatos de agentes penitenciários avaliam que há um clima de grande tensão nos presídios, provocado especialmente pela suspensão das visitas de familiares. Um agente, que preferiu não se identificar, disse à Folha de S. Paulo que podem ocorrer rebeliões a qualquer momento. Foi o que aconteceu no Centro Penitenciário de Los Llanos, na Venezuela, onde a suspensão das visitas e o medo do contágio provocaram um motim que resultou em 47 mortos e 76 feridos.

Sobre Carlos Amorim

Carlos Amorim é jornalista profissional há mais de 40 anos. Começou, aos 16, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias Bandnews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Dirigiu transmissões de carnaval e a edição do Rock In Rio 2 (1991). Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão. Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2010). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano. Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc). Vencedor do Prêmio Jabuti 2011, da Câmara Brasileira do Livro, com “Assalto ao Poder”. Autor de quatro obras pela Editora Record, foi finalista do certame literário três vezes. Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005). A maior parte da carreira do jornalista Carlos Amorim esteve voltada para a TV, mas durante muitos anos, paralelamente, também foi ligado à mídia impressa. Foi repórter especial do Jornal da Tarde, articulista do Jornal do Brasil, colaborador da revista História Viva entre outras publicações. Atualmente, trabalha como autor, roteirista e diretor para projetos de cinema e televisão segmentada. Fonte: resumo curricular publicado pela PUC-RJ em “No Próximo Bloco – O jornalismo brasileiro na TV e na Internet”, livro organizado por Ernesto Rodrigues em 2006 e atualizado em 2008. As demais atualizações foram feitas pelo autor.
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