
A Segunda Turma do STF. Imagem da TV Justiça.
O diretor do “Departamento de Operações Estruturadas” da maior empreiteira do país, a Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, confessou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a empresa distribuiu 3,39 bilhões de reais a políticos e funcionários de alto escalão entre os anos de 2006 e 2014. O depoimento, diante da maior corte eleitoral do país, foi há dois dias (6 mar), revelando o maior esquema de corrupção política da história do país. Talvez do mundo. A confissão foi tomada na ação que apura o abuso de poder econômico e político na eleição da chapa Dilma-Temer em 2014.
Isto quer dizer: a maior empreiteira do Brasil comprou o resultado de várias eleições e assumiu o controle do país. Seguida de perto por outras companhias do mesmo gênero, tomou para si quase todas as obras púbicas de grande vulto. Dilma e Temer, juntos no pleito de 2014, abusaram do poder e corromperam as eleições. Segundo as leis da República, serão cassados. Ou deveriam, se esse fosse um país sério. A “delação do fim do mundo” não tem esse nome à toa. Envolve o governo, a maioria dos partidos e dos ditos representantes do povo no legislativo. É um escândalo que não tem tamanho!
Por coincidência – se é que existe essa definição no mundo real – o Supremo Tribunal acaba de decidir que doações legais de campanhas eleitorais escondem lavagem de dinheiro e suborno. A 2ª Câmara do STF decretou que há indícios para processar o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), por entender que doações de campanha declaradas à justiça eleitoral são, na verdade, uma maneira dissimulada de lavar dinheiro e de corrupção eleitoral. Isso acendeu todos os sinais vermelhos em Brasília. O judiciário está lavando a roupa suja do país.
Imediatamente, deputados e senadores ligados ao governo Temer correram para a frente das câmeras para dar declarações contra a sentença do STF. Alegam que, se for assim, não sobra ninguém. Verdade: não sobra mesmo. Querem reabrir a questão do financiamento privado de campanhas eleitorais, já condenado na corte. Querem fazer tudo aquilo que não interessa aos brasileiros.










