Pela rodada de pesquisas de opinião para a escolha do novo presidente brasileiro, divulgada nesta quarta-feira (15 out), Ibope e Datafolha afirmam que há um empate técnico: Aécio Neves teria 45% da preferência dos eleitores, enquanto Dilma teria 43%. É o mesmo que dizer: ninguém sabe o que vai acontecer com o resultado das urnas em 26 de outubro. Esses institutos de aferição das tendências eleitorais, eternamente acusados de manipulação, só costumam “afinar” os seus números no dia anterior à votação. Justamente por isso, são suspeitos de favorecer tal ou qual candidato. Especialmente, para ver se conseguem reduzir o número de votos brancos, nulos e indecisos, a favor de tal ou qual candidato.
É curioso notar que, pela segunda vez, Ibope e Datafolha espelham exatamente o mesmo resultado (45% a 43%), como a se proteger mutuamente de algum equivoco. Mas, fuçando as entranhas da última pesquisa, encontramos um dado importante: quando os institutos perguntaram a seus entrevistados se tinham certeza em quem votar, o resultado foi diferente: 42% a 42% para cada um dos candidatos. Ou seja: empate real – e não um empate técnico dentro da margem de erro. Essa margem de erro, que oscila em 4% (2% para mais e 2% para menos), serve para proteger os pesquisadores. E também, o que é grave, para induzir o voto para aquele que supostamente estaria ligeiramente na frente, por pequena margem. Verdade ou mentira?
Se alguma coisa der errado, dizemos que estávamos dentro da margem de erro, cerca de 4%. Sabe quanto isso significa no eleitorado brasileiro, esses tais 4%? Alguma coisa parecida com 4,7 milhões de eleitores. É um erro bem grande, ou não?



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