
Bolsonaro atingido. Imagem Globonews;
O ataque contra Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) foi típico dos chamados “lobos solitários”, pessoas que reúnem desajustes sociais, isolamento, ideias confusas e causas indefinidas. Esse tipo de terrorista, no entanto, é capaz de planejar detalhadamente seus ataques. O exemplo de Juiz de Fora é bem claro: Adélio Bispo de Oliveira estava hospedado na cidade há dez dias; provavelmente sabia onde seria o comício do candidato; optou por usar uma faca comum de cozinha, mais fácil de disfarçar (e de obter) do que uma arma de fogo; era um tipo popular, vestido com simplicidade, misturando-se aos manifestantes. Adélio chegou a menos de um metro do candidato. Enfiou a faca de 25 centímetros de comprimento na barriga de Bolsonaro.
A facada produziu sete lesões internas. E cortou uma importante veia do abdome. Bolsonaro perdeu dois litros de sangue e entrou em choque antes mesmo de chegar ao hospital. Com a ruptura da veia, poderia ter morrido, se não tivesse eficiente atendimento médico. O criminoso, que apareceu na televisão algemado, semidespido e jogado no chão, como se não houvesse uma cadeira na delegacia, disse que recebeu ordens de Deus.

O autor do crime foi preso em flagrante.
O atentado é mais um episódio de intolerância política no país, que já vitimou dezenas de políticos e jornalistas. O caso mais recente havia sido o assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco, no Rio, metralhada na rua ao sair de um evento político. Até agora a polícia não resolveu o caso. A intolerância também pode ser vista nas redes sociais, onde as pessoas se agridem mutuamente em razão de diferenças no campo das ideias.
Tais acontecimentos não apenas estimulam recursos extremos, como podem levar o país a uma escalada de violência. Há quem diga: o brasileiro é um povo pacífico e ordeiro. Mentira! No ano passado matamos 64 mil pessoas.









