Enquanto a Globo enche o cofre de dinheiro, com 360 milhões de reais de patrocínios na Copa, em apenas 6 cotas de anunciantes, o Brasil vê uma seleção caduca e dependente de um único jogador, cujo pé não vai muito bem. A cobertura ufanista da maior emissora do país, na voz de Galvão Bueno, participe dos lucros, divide ainda mais o país.

 

                                   gol do neymar

Quem é capaz de dizer que a seleção vai conquistar o hexa? O time, com uma constelação de estrelas que jogam em agremiações estrangeiras, ainda não mostrou a que veio. Temos cabelos exóticos e pouco futebol. E não é privilégio do Brasil. A Argentina de Messi tomou uma goleada da Croácia. Empatamos com a Suíça, que nunca ganhou uma Copa. O time da Globo, que tem direitos exclusivos de transmissão dos jogos para o Brasil, a peso de ouro, eliminou a concorrência. Mas isto não garante os resultados. Apesar de que a audiência da Globo subiu nas transmissões ao vivo. Mas a seleção está devendo.

Agora temos Brasil e Costa Rica, outro elenco que nunca ganhou nada. Ficaremos em segundo lugar da chave? Com sorte, em primeiro. Mas a cobertura ufanista, baseada em resultados comerciais, vai continuar. Assim como o litro da gasolina acima de R$4,00. Ou não? A presença dos anunciantes na tela da Globo dura enquanto tivermos resultados positivos. Fora isso, o resto é bobagem.

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Datafolha: mesmo preso, Lula lidera a pesquisa eleitoral com 30%. Sem o operário nordestino (e sem o PT), Bolsonaro está na frente com 19%, seguido por Marina Silva (15%) e Ciro Gomes (11%). Alckmin tem o pior desempenho do PSDB em 30 anos: 7%. Mas os eleitores que dizem não ter candidatos ganham de todos eles: 34%.

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Lula e Marisa nos tempos da barra pesada. Imagem arquivo pessoal. Mesmo preso, Lula continua na frente.

 

            O quadro eleitoral é dramático. Com o político mais popular do país atrás das grades, há uma barafunda geral e todos os prováveis competidores estão abaixo dos 20% de intenções de voto que lhes dariam alguma segurança. Pior: o número de eleitores que dizem não ter nenhum candidato chega a 34%. A recente pesquisa do Datafolha mostra que o eleitor está, além de perplexo, revoltado. É um cenário preocupante e perigoso.

                                   Só para esclarecer: na semana passada, tivemos eleições para governador em Tocantins, porque governador e vice foram cassados pela Justiça Eleitora. Abuso de poder econômico. Veja bem, leitor: 49% dos eleitores registrados não compareceram às urnas – ou votaram nulo ou em branco. Um desastre. Por pouco (2%) o pleito teria sido anulado. Os observadores da cena política brasileira esperam para este ano uma abstenção recorde na votação para presidente. Isto amplifica a confusão. E pode beneficiar aproveitadores de ocasião.

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O PSDB, destruído por denúncias ,abre caminho para os radicais. Foto portal IstoÉ.

                                   O tabuleiro eleitoral é tão perigoso, que podemos eleger Jair Messias Bolsonaro. É um militar da linha dura, com vários episódios de homofobia, que acredita mais em repressão do que em desenvolvimento. Chegou a dizer que bombardearia a Rocinha com helicópteros e foguetes. Ou pode ser Marina Silva, evangélica fundamentalista, contrária ao aborto, à pesquisa com células tronco embrionárias e coisas do gênero. Usa os cabelos puxados para trás e saias até os pés. Segue orientação do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus. Ela já trocou de partido quatro vezes nos últimos tempos. Ninguém sabe o que pensa.

                                   E Ciro Gomes? É um socialista. Tem fortes compromissos sociais. Seria uma opção de união das esquerdas. Mas, historicamente, a esquerda brasileira se revelou incapaz de agendas comuns. É dividida por dogmas e pouca inteligência política. A pesquisa do Datafolha indica, inclusive, que Lula poderia transferia grande capital eleitoral para um candidato de união. Mas Lula e PT insistem em uma candidatura suicida. Dessa cartola não sai nenhum coelho. Nunca saiu.

                                               Falta analisar a campanha do PSDB. Os tucanos preferiram ficar no desgoverno Temer. Bombardeados por denúncias de corrupção, que destruíram Aécio Neves, insistiram em se associar ao MDB, em troca de tempo de televisão na campanha eleitoral. Na verdade, se juntaram a um grupo político que a justiça classificou como organização criminosa. A pesquisa Datafolha informa que Michel Temer é o presidente pior avaliado na história da República. Pior do que Jânio Quadros, que renunciou em 1961. Por que gente tão ilustrada quanto Fernando Henrique Cardoso se reuniu ao bando do Planalto, erguido por um golpe parlamentar movido pelo “centrão”?

                                   Parece que o PSDB e seus aliados, o PPS e o DEM, acreditaram que a destruição do PT, por si só, garantiria a vitória eleitoral. Ledo engano. O povo tomou ódio e nojo dos políticos, incluindo esses da socialdemocracia, que ninguém sabe o que significa. O candidato oficial do PSDB ao pleito de outubro é só um tucano a mais. Não fala a língua rude do povo. Não tem projetos populares. Geraldo  Alckmin amarga a pior avaliação de seu partido.                                

                                   Resta imaginar que o leitor compareça às urnas. Única forma de mudar tudo  isso sem mais violência.

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A guerra civil brasileira: turistas ficam presos no bondinho do Pão de Açúcar, por causa de um tiroteio entre bandidos, policiais e soldados do Exército. Em Minas, mais de 100 ataques de traficantes ligados ao PCC em 38 cidades. Nas fronteiras, bandos armados desafiam a soberania nacional. Cadê o governo?

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Abadia, o traficante colombiano que fazia negócios com políticos no Brasil. Foto da PF.

                        É o cenário de uma guerra civil não declarada em nosso país. Desde o início do ano, em 22 estados, já foram registrados 12 mil homicídios. São números apenas do primeiro trimestre. E estão faltando 5 estados na estatística. Isto indica um novo massacre sem precedentes. No Rio, 55 policiais militares já morreram. Só não entende quem não quer entender. A violência está fora de controle e nossos governantes mais parecem bonecos idiotas, que não sabem o que fazer. Ou são cúmplices desse estado de coisas? Dois exemplos: um ex-presidente da Câmara dos Deputados se envolveu em negócios imobiliários com o chefe do Cartel del Norte, o maior produtor colombiano de cocaína, Juan Carlos Abadia, que vivia tranquilamente em São Paulo, suportado por uma caixinha de 2 milhões de reai por mês; um senador da República teve um helicóptero da família apreendido pela Polícia Federal com meia tonelada de cocaína pura. Vocês sabem quanto vale isso? Um grama de cocaína é igual a um grama de ouro. Façam as contas!

                                    E o que foi que aconteceu? A investigação inocentou a família do senador. O piloto do helicóptero foi preso e condenado. E? Recebeu o benefício de recorrer em liberdade. Sumiu. Foi preso novamente, envolvido em uma operação de execução de dois traficantes que desviaram dinheiro do PCC. Para ser mais claro: o ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, chegou a dizer que “quem consome drogas e sustenta o crime organizado é a burguesa e a pequena-burguesia”. Lembo esqueceu de dizer quem é que ganha dinheiro com o tráfico. Você acha que é o garoto descalço, porém armado, da favela?

                                   Dados da ONU informam que o dinheiro ilegal em circulação no mundo soma 4 trilhões de dólares. Um quarto deste total se refere ao tráfico de drogas e substâncias controladas. Ainda segundo as Nações Unidas, há 400 milhões de usuários de drogas em todo o planeta. É um negócio espetacular, feito com dinheiro à vista, maior do que a indústria do petróleo e o segmento automobilístico. Não seria possível movimentar tais quantias sem o sistema bancário e de troca de capitais. E você, leitor, acha que isso é coisa de favelado? Não! As elites econômicas e políticas estão por traz disto. É o negócio de maior liquidez do mundo.

                                   Os estudiosos do assunto, como este modesto autor, sabem que os investimentos no narcotráfico pagam juros de 1% ao dia em dólar. O investidor, cidadão acima de qualquer suspeita, não pega em armas, não suja a mão na farinha. A luxuosa casa dele não cheira a maconha. Ele não quer saber se está financiando a plantação de papoulas na Ásia Central (matéria prima do ópio e da heroína) ou das lavouras de coca na América Andina. Para ele, é só um negócio. Esse cara é quem alimenta o câncer dos nossos tempos. É um homem de bem, preocupado com a família e os filhos. Infelizmente, alguns dos filhos morrem de overdose.

                                   Tenho feito essas denúncias há muitos anos, através dos meus livros e milhares de artigos e entrevistas. E a coisa não muda. Por que será?      

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PCC toca o terror no sul de Minas e na região do Triângulo Mineiro. Desde domingo, houve ataques em 17 cidades, incluindo a capital. Ônibus e carros foram incendiados. Prédios públicos foram atingidos por rajadas de tiros.

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34 veículos queimados em Minas. Imagem Charles-everton.blogspot.com .

                              Este foi o cartão de visitas da maior organização criminosa do país aos mineiros. As autoridades do estado gostavam de dizer que nas Gerais não havia facções criminosas e que a bandidagem não conseguia se organizar. O Primeiro Comando da Capital resolveu mandar um desmentido público, atacando ônibus e prédios públicos. O PCC, alias, pegou carona no descontentamento popular com o anúncio de que as passagens nos coletivos iriam aumentar. Desde o inicio da onda de violência, mais de 30 pessoas foram presas, oito em flagrante. Um adolescente, que teria participado de um dos incêndios, ficou gravemente ferido. Ao todo, 34 veículos foram queimados.  

                                   No submundo do PCC, conforme uma fonte que consultei, há insistentes comentários de que a operação mineira foi iniciada no ano passado por um dos homens de confiança da cúpula da organização. O nome dele é Ismar, mais conhecido como “Jacaré”. É paulista do interior, tem 38 anos e uma longa folha criminal. Tem larga experiência com o tráfico e deu a partida à implantando dos pontos de venda de drogas em Minas, abastecidos através da rota que passa por Mato Grosso  do Sul. Os ataques em 17 cidades também teriam o objetivo de intimidar eventuais concorrentes. Mas o governo diz que crime organizado não existe!

Leiam as obras do autor. Nas lvrarias e na Internet.

As obras do autor estão nas livrarias e na Internet. Também em e-book. 

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Carmem Lúcia faz pronunciamento em defesa da democracia. Militares ressuscitam “elementos infiltrados”. Em meio à crise, Pedro Parente aumenta a gasolina de novo. Quem garante que o preço dos combustíveis voltará ao que era antes da greve? A greve soma 3 mortos.

 

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Carmem Lúcia, do STF: pronunciamento em defesa da democracia. Imagem TV Justiça.

                                   A ministra Carmem Lúcia, na abertura da sessão de hoje (30 maio) na Suprema Corte, fez um longo pronunciamento em defesa da democracia no país. Afirmou que o judiciário estará pronto a garantir os direitos do povo brasileiro. Sabe-se lá o que ele quis dizer com isso. Ameaça de golpe militar? Ameaça às eleições livres em outubro? O ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, tratou de afirmar que os faróis dele estão voltados para o futuro e não para o passado, como a descartar qualquer conspiração militar.

                                   No entanto, há forte inquietação no meio militar. Oficiais generais imaginam o seguinte cenário: a Procuradoria-Geral da República apresenta uma terceira denúncia contra Michel Temer; o STF aceita, mas a Câmara dos Deputados recusa mais uma vez; o Alto Comando não consegue controlar a revolta nas casernas e decide assumir a liderança para evitar a quebra na hierarquia; impede Temer, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, todos suspeitos de corrupção. A saída é dar posse a Carmem Lúcia para um mandato tampão e garantir as eleições, que seriam transferidas para novembro. Tudo isso – evidentemente – é dito a boca pequena, discretamente.

                                   Trata-se, é claro, de uma violação dos ritos constitucionais. Mas teria significativo apoio popular, o que dá à violação um perfume sedutor. Não seria a primeira vez que o movimento militar iria se comprometer com eleições livres para breve. Em 1964, o general Humberto de Alencar Castelo Branco, chefe da conspiração contra Jango, prometeu eleições para o ano seguinte. O que houve foram 21 anos de trevas. Este é um país de memória curta – e muita gente acredita que uma intervenção militar é solução para os gravíssimos problemas do Brasil. Mesmo entre os pensadores em uniforme, há sérias dúvidas acerca do que fazer com um país desgovernado. Não há um projeto estratégico. Um golpe seria repudiado em todo o mundo. Verdadeiro tiro no pé!

                                   Na greve dos caminhoneiros, claramente estimulada pelo patronato de direita, até Jair Messias Bolsonaro correu a dizer que o caos não interessa nem a ele nem ao país. Apressado, Jair já se considera eleito. O ministro da educação ou cultura dele poderia ser o ator Alexandre Frota, um de seus conselheiros. Credo em cruz!

                                   Os órgãos de segurança, em pleno século 21, ressuscitaram a expressão “elementos infiltrados”, típica da ditadura. Só não dizem que são comunistas, porque não existem mais comunistas para servirem de bodes expiatórios. Quem, afinal, são esses infiltrados? O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, uma das lideranças da greve, é tucano e chegou a disputar um cargo de deputado pelo PSDB, segundo a Folha de S. Paulo.

                                   Ainda há 200 pontos de concentração de caminhoneiros nas estradas brasileiras. Mas a greve chega ao fim e o abastecimento está sendo normalizado. Pedro Parente, em meio a tudo isso, decretou hoje mais um aumento da gasolina. E o desgoverno Temer não dá a menor garantia de que o preço dos combustíveis (fora o diesel) vá voltar aos níveis de antes da greve. Estamos entregues ao chamado “livre mercado”, mas isso quer dizer: entregues aos cartéis de empresas que determinam os preços essenciais.

                                   A greve também tem um saldo trágico: três pessoas morreram, duas atropeladas durante os protestos e um caminhoneiro assassinado a pedradas em Rondônia.

                                   E a TV Globo pergunta: que país você quer para o futuro?   

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Petrobras já perdeu 115 bilhões em valor de mercado. Está ficando baratinha para a privataria. E a greve continua nas estradas.

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A greve continua. Imagem Maringá Post.

 

                                   A greve dos caminhoneiros e o locaute das transportadoras já deixou de ser apenas por razões econômicas. Há uma trama política por trás do movimento. Talvez para beneficiar o segmento radical de direita. Coisas estranhas: entre os grevistas há homens armados ameaçando os motoristas que desejam voltar ao trabalho, assim como há um sistema organizado de distribuição de água e comida. Postos de combustíveis em São Paulo, sob ameaça, estariam recusando abastecimento, como diz a Folha online.

                                   Ainda existem mais de 500 pontos de paralisação em rodovias de 25 estados e no distrito federal. O desgoverno de Michel Temer, apesar de alardear seguidos acordos com os caminhoneiros, é desmentido na prática. A coisa está fora de controle, causando danos incalculáveis ao país e à população. Não por acaso, o agronegócio foi o setor mais atingido, carro chefe da economia, justamente o seguimento que põe comida na mesa do brasileiro. Cheira a conspiração. Um golpe dentro do golpe.

                                   Não custa lembrar: o golpe militar que derrubou o presidente socialista Salvador Allende, no Chile, em 11 de setembro de 1973, foi precedido por um locaute de transportadoras e um severo desabastecimento. Aqui estamos perto do caos: sem falar nos combustíveis, falta comida (e os preços dispararam), escolas estão fechadas (inclusive universidades), os hospitais reduzem o atendimento, o transporte coletivo, já deficiente, está reduzido à metade. Tudo isso em apenas 9 dias. Se o movimento continuar, o país afunda em saques e violência. E diziam que o PT iria transformar o Brasil em Venezuela. Não! O antipetismo transforma o Brasil em Venezuela.

                                   O mais impressionante é o silêncio dos políticos. Fora os patéticos Carlos Marun e Eliseu Padilha, que assumiram a liderança do poder central, seguidamente desmentidos, o resto é silêncio. Entre os presidenciáveis, só Bolsonaro aparece para dizer que o caos não interessa a ele nem ao país, quando a cofusão só o favorece. O caos infla as velas dos radicais. E Bolsonaro é o maior de todos. O país caminha para um desastre ainda maior do que o de Dilma. Quem dizia “primeiro a gente tira a Dilma e depois a gente vê” deve estar mordendo a língua.

                                   E quem clamava por uma intervenção militar deve estar decepcionado: no Rio, foi um fiasco; agora é pior. Ao atender ao governo postiço, os militares estão se desmoralizando. Deveriam ter deixado Temer se afundar. E ele está mesmo afundando. No Congresso já se discute a substituição.  

                                   Este é um país de tragédias. Os avanços econômicos e sociais são perseguidos por retrocessos quase inevitáveis.  

                                   Até quando?

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Greve de caminhoneiros empareda Temer e abre caminho para a privatização da Petrobras. As ações da petroleira desabaram no mercado financeiro, valorizaram o dólar e deram a partida para a entrada do capital estrangeiro. A Petrobras ficou barata. Que greve é essa, apoiada pelos patrões?

                                   O locaute das empresas de transporte de cargas, travestido de greve dos motoristas, está levando o país ao caos. Falta combustível, comida e remédios. O governo promete redução de preços, corte de impostos, em troca de sacrifícios para o contribuinte. A greve não é um movimento a favor dos trabalhadores do setor de transportes, até porque os motoristas autônomos representam menos de 30% do segmento econômico. A paralisação é das empresas transportadoras, que conseguiram mobilizar a categoria em todo o país.

                                   O desgoverno de Temer cede à chantagem, arrastando consigo o Congresso, a opinião pública e a grande mídia, que faz de conta que mão sabe o que está acontecendo. No fundo e no raso, trata-se de desvalorizar a Petrobras aos olhos do grande capital internacional. Em apenas quatro dias, a Petrobras deixou de ser a maior empresa pública do país, considerando a redução de seu valor nominal. Ficou barato comprar as ações da companhia.

                                   Para acabar com a “greve”, o desgoverno apresentou propostas de redução do preço do diesel, desconsiderando a gasolina e o álcool, que afetam a população em geral. Na mão direita, aponta para aumento de outros impostos, de modo a compensar um rombo de 14 bilhões de reais. Rapidamente, a Câmara dos Deputados, comandada por Rodrigo Maia, aprovou o fim da redução de impostos sobre a folha de pagamentos de 57 setores da economia. Isto quer dizer mais desemprego, que já atinge 27 milhões de brasileiros.

                                   Trata-se de um caos generalizado.         

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